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HOMILIA DIÁRIA - PAPA FRANCISCO

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tempo da Quaresma - Igreja Católica

O mistério litúrgico

Antigamente, a Quaresma era o período durante o qual, através da penitência e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite da Páscoa.

Entrando no Tempo quaresmal, a liturgia nos convida a renovar e a reavivar em nosso coração as disposições com que, durante a Vigília pascal, pronunciaremos de novo as promessas do nosso batismo.

Unidos a Jesus, que toma o caminho do deserto para aí ser tentado, entramos com a Igreja na grande provação da Quaresma, com a intenção de optar sempre pela vontade do Pai, em todas as circunstâncias.


Contemplando a face de Jesus transfigurado, encontramos nele a força para passar através dos sofrimentos e dificuldades da vida, até o dia em que poderemos vê-lo na glória do Pai, realização definitiva da aliança e das promessas.

Nascidos para a vida de filhos de Deus, em virtude da água viva do batismo e da graça do Cristo, procuramos purificar cada vez mais o culto filial em espírito e verdade e o oferecemos ao Pai em união com o culto espiritual e perfeito do Cristo. Iluminados pela fé recebida no batismo, esforçamo-nos por viver como filhos da luz e vencer as trevas do mal que estão em nós e no mundo, fazendo a verdade em Cristo Jesus-luz do mundo.

Ressuscitados com Jesus da morte do pecado, por obra do Espírito vivificador derramado em nós no batismo, alimentamos e aperfeiçoamos com os sacramentos nossa união a Jesus-vida: e com ele vamos para o Pai, animados pelo sopro do Espírito.

Toda a nossa vida se torna um sacrifício espiritual que apresentamos continuamente ao Pai, em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre, a fim de que, por ele, com ele e nele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado.

Celebrar a eucaristia no tempo da Quaresma significa: percorrer com Cristo o itinerário da provação que cabe à Igreja e a todos os homens; assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.

Assim, renovando os compromissos do nosso batismo na noite pascal, poderemos "passar" para a vida nova de Jesus-Senhor ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.

Para a celebração

1. Tempo da Quaresma se estende da Quarta-feira de cinzas até a missa "na Ceia do Senhor" exclusive. Esta missa vespertina dá inicio, nos livros litúrgicos, ao Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, que tem seu cume na Vigília pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

A semana que precede a Páscoa toma o nome de Semana santa; começa com o Domingo de Ramos. (ver nn. 2 e 4)

2. Os domingos desse tempo se chamam 1º, 2º, 3º, 4º e 5º domingo da Quaresma. O 6º domingo toma o nome de "Domingo de Ramos da Paixão". Esses domingos têm sempre a precedência, mesmo sobre as festas do Senhor e sobre qualquer solenidade.

3. As solenidades de São José, esposo de Nossa Senhora (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 de março) - como outras possíveis solenidades dos Calendários particulares - antecipam sua celebração para o sábado, caso coincidam com esses domingos.

4. A liturgia da Quarta-feira de cinzas abre o Tempo da Quaresma. Não se dizem o Glória e o Creio na missa.

Não é necessário que o rito da bênção e imposição das cinzas seja unido à missa; pode ser celebrado sem a missa.

Neste caso, é oportuno antepor ao rito uma Liturgia da Palavra, como na missa, com o canto de entrada, a oração e as leituras com os cânticos correspondentes; segue-se a homilia, depois a bênção e a imposição das cinzas. Termina-se com a oração dos fiéis. Os textos para essa celebração são tomados da liturgia da Quarta-feira de cinzas.

5. Nos domingos da Quaresma não se canta o hino Glória; faz-se, porém, sempre a profissão de fé, Creio.

Depois da segunda leitura não se canta o Aleluia; o versículo antes do evangelho é acompanhado de uma aclamação a Cristo Senhor. Omite-se o Aleluia também nos outros cantos da missa.

6. As missas dominicais do Tempo da Quaresma têm prefácio próprio. O prefácio do tempo, que está no Ordinário da Missa, com duas fórmulas à escolha, se utiliza nos domingos 3º, 4º e 5º do ano B e C, a menos que tenham sido escolhidas as leituras do ano A.

7. Para a celebração da Eucaristia, os domingos da Quaresma têm um formulário próprio (Missal) com um ciclo de leituras (Lecionário) distribuído em três anos (A, B, C); por causa dessa estrutura, o material para a reflexão e a celebração foi disposto conforme a ordem: ano A, B, C, exceto para o Domingo de Ramos, como está esclarecido acima, no n. 2.

Nos domingos 3º, 4º, e 5º da Quaresma podem-se também utilizar as leituras do ano A, leituras que na tradição deram o nome a esses domingos (domingos da samaritana, do cego de nascença, de Lázaro), nos quais ainda hoje podem-se fazer os "escrutínios" para a iniciação cristã dos adultos; por isso têm um caráter batismal.

8. A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é a roxo; para o 4º domingo (Lietare) é permitido o uso da cor rosa.

No Domingo de Ramos, a cor das vestes litúrgicas do celebrante é a vermelha.

Fonte: Missal Dominical (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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