terça-feira, 30 de junho de 2015

Liturgia Diária Comentada 02/07/2015 Quinta-feira Tempo Comum

13ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “B” - São Marcos

Antífona: Salmo 46,2 - Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria.

Oração do Dia: Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Livro do Gênesis 22,1-19
Naqueles dias, Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: "Abraão" E ele respondeu: "Aqui estou". E Deus disse: "Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar". Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado.

No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. Disse, então, aos seus servos: "Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós". Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. lsaac disse a Abraão: "Meu pai". "Que queres, meu filho?", respondeu ele. E o menino disse: "Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?" Abraão respondeu: "Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho". E os dois continuaram caminhando juntos.

Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: "Abraão! Abraão!" Ele respondeu: "Aqui estou!" E o anjo lhe disse: "Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único". Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. Abraão passou a chamar aquele lugar: "O Senhor providenciará". Donde até hoje se diz: "O monte onde o Senhor providenciará".

O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, e lhe disse: "Juro por mim mesmo - oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, eu te abençoarei e tomarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste". Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabéia, onde Abraão passou a morar. - Palavra do Senhor.

Comentário: Nosso Deus é Deus da vida, não da morte. Abraão, que provém de um povo que imolava à divindade vitimas humanas, aprende a lição. Sua fé é completa, total, sem condições. Sabe que pode contar de modo absoluto com aquele Deus em quem crera desde o princípio. Nossa fé, iniciada como um germe no dia do batismo, devia, segundo os planos de Deus, crescer continuamente. Se os pais e os primeiros educadores não tivessem dado a sua parte, essa fé teria ficado morta, sem influência. Contudo, quando começou nossa consciência pessoal, o crescimento principiou a depender em grande parte de nós, sem falar da insubstituível e certíssima graça de Deus. Impõe-se hoje um exame: cresceu? Foi detida pelas primeiras dificuldades? Robusteceu-se? Ou então definhou por falta do indispensável alimento: oração, sacramentos, prática de caridade? (Missal Cotidiano)

Salmo: 114(115),1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9) Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.

Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor "Salvai, ó Senhor, minha vida!"

O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.

Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8
Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!"

Então alguns mestres da Lei pensaram: "Esse homem está blasfemando!" Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: "Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?".

Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, - disse, então, ao paralítico - "Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa". O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. - Palavra da Salvação.

Comentários:

Onde é mais fácil que vejamos a ação de Deus na nossa vida, quando Deus realiza uma cura ou nos concede alguma graça pela qual suplicamos ou fizemos promessas ou quando ele perdoa os nossos pecados? É claro que ao lermos este texto, afirmamos que é quando ele perdoa nossos pecados, mas a gente não vê as pessoas celebrarem ações de graças quando são perdoadas e sempre vemos celebrações em ação de graças por curas, conquistas e coisas do gênero. Isto tudo nos mostra que intelectualmente sabemos as coisas certas, mas existencialmente vivemos subordinados aos valores do mundo, de modo que somos pessoas divididas entre o que falamos e o que de fato acreditamos. O Evangelho de hoje é para todos nós um convite: precisamos de fato enxergar mais além para valorizarmos mais os verdadeiros dons que Deus nos concede. (CNBB)

A grandeza da fé do paralítico, estendido num leito, chamou a atenção de Jesus. O texto diz que o Mestre viu a fé daquele homem. Só é possível ver a fé de alguém, quando manifestada nas suas ações. As providências tomadas pelo paralítico para estar na presença de Jesus devem ter sido formidáveis, pois chamou-lhe a atenção. Esta confiança ilimitada explica a iniciativa do Mestre: declarar-lhe, imediatamente, perdoados os pecados e, assim, reconciliá-lo com Deus. Segundo se acreditava na época, as doenças eram consequência dos pecados. O perdão era, por conseguinte, o primeiro passo para a cura, por cortar o mal pela raiz. Só, então, teria sentido propiciar ao paralítico a cura física. A ação taumatúrgica de Jesus recriava o ser humano a partir de seu interior, atingindo os níveis mais profundos, ali onde se processa a comunhão entre a criatura e o Criador. A restauração dos laços rompidos entre ambos permitia ao ser humano refazer-se, até chegar aos níveis exteriores. A cura acontece de dentro para fora. Quando o exterior é curado, é porque o interior já deve ter sido totalmente refeito. A cura do paralítico foi possível por causa de sua confiança inabalável em Jesus. Esta é a fé que se exige de quem pretende ser curado por ele. Mas, a partir de dentro! (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

PRECES DA ASSEMBLEIA (Paulus):

Senhor, atendei nossa prece.
1.    Para que a Igreja caminhe sempre atenta à realidade dos mais necessitados, rezemos.
2.    Para que surjam agentes de pastoral dispostos a anunciar com firmeza o evangelho de Jesus, rezemos.
3.    Para que pais e mães acolham seus filhos com alegria, sem restrições nem discriminações, rezemos.
4.    Para que as pessoas com deficiência sejam respeitadas e valorizadas pela sociedade, rezemos.
5.    Paras que nossa comunidade, a exemplo de Jesus, assista com carinho os doentes, rezemos.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE JULHO:

Universal: Política e caridade - Para que a responsabilidade política seja vivida a todos os níveis como uma forma elevada de caridade.


Pela Evangelização: Os pobres na América Latina - Para que, diante das desigualdades sociais, os cristãos da América Latina deem testemunho do amor pelos pobres e contribuam para uma sociedade mais fraterna.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.

Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

SANTO DO DIA:
São Bernardino Realino - 02 de julho

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica


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