Santa
Virgínia Centurione,
nasceu em 2 de abril de 1587 e foi batizada dois dias após o seu nascimento. Filha
de uma família muito rica, de um doge da República de Gênova. O pai, Giorgio Centurione,
era um conselheiro da República. A mãe, Leila Spinola, era uma dama da
sociedade, católica fervorosa e atuante nas obras de caridade aos pobres.
Propiciou à filha uma infância reservada, pia e voltada para os estudos.
Mesmo
com vocação para a vida religiosa, Virgínia teve de casar em 10 de dezembro de
1602, aos quinze anos, por vontade paterna, com Gaspar Grimaldi Bracelli, nobre
também muito rico. Teve duas filhas, Leila e Isabela. Esposa dedicada, cuidou
do marido na longa enfermidade que o acometeu, a tuberculose. Levou-o, mesmo,
para a Alexandria, em busca da cura para a doença, o que não aconteceu. Gaspar
morreu em 13 de junho de 1607 em Alessandria, feliz por sempre ter sido
assistido por ela.
Ficou
viúva aos 20 anos. Assim em 1610, a jovem, entendeu o fato como um chamado
direto de Deus. Era vontade de Deus que ela o servisse através dos mais pobres.
Por isso conciliou os seus deveres do lar, de mãe e de administradora com essa
sua particular motivação. O objeto de sua atenção, e depois sua principal
atividade, era a organização de uma rede completa de serviços de assistência
social aos marginalizados. O intuito era que não tivessem qualquer
possibilidade de ofender a Deus, dando-lhes condições para o trabalho e o sustento
com suas próprias mãos.
Desenvolvia
e promovia as "Obras das Paróquias Pobres" das regiões rurais
conseguindo doações em dinheiro e roupas. Mais tarde, com as duas filhas já
casada, passou a dedicar-se, também, ao atendimento dos menores carentes
abandonados, dos idosos e dos doentes. Fundou uma escola de treinamento
profissional para os jovens pobres. Numa fria noite de inverno, quando à sua
porta bateu uma menina abandonada pedindo acolhida, sentiu uma grande
inspiração, que só pôs em prática após alguns anos de amadurecimento.
A
guerra entre a República Ligure e o Duque de Savoia, auxiliado pela França,
semeando a desocupação e a fome, induziu Virgínia, no inverno de 1624-1625, a
acolher, inicialmente em casa, cerca quinze jovens abandonadas. Com a morte da
sogra em agosto de 1625, começou a receber, não somente as jovens que chegavam
espontaneamente, mas ela mesma saiu pela cidade, indo aos quarteirões mal
afamados, em busca daquelas mais necessitadas e em perigo de corrupção.
Finalmente,
em 1626, doou todos os seus bens aos pobres, fundou as "Cem Damas da
Misericórdia, Protetoras dos Pobres de Jesus Cristo" e entrou para a vida
religiosa. Enquanto explicava o catecismo às crianças, pregava o Evangelho. As
inúmeras obras fundadas encontravam um ponto de encontro nas chamadas
"Obras de Nossa Senhora do Refúgio", que instalou num velho convento
do monte Calvário em 14 de abril de 1631.
Desejando
dar à Obra, uma sede própria, após ter renunciado a compra do Monte Calvário
por exigir um preço muito alto, comprou duas casas vizinhas sobre o morro de
Carignano que, com a construção de uma nova ala e da igreja dedicada à Nossa
Senhora do Refúgio, tornou-se a Casa Madre da Obra. Logo o local ficou pequeno
para as "filhas" com hábito e as "filhas" sem hábito, todas
financiadas pelas ricas famílias genovesas. Ela, então, fundou outra Casa,
depois mais outra e, assim, elas se multiplicaram. Após três anos, a Obra já possuía
três casas, com cerca trezentas internas. Virgínia então julgou oportuno, pedir
o reconhecimento oficial ao Senado da República que o concedeu aos 13 de
dezembro de 1635.
A
sua atividade era incrível, só explicável pela fé e total confiança em Deus.
Virgínia foi uma grande mística, mas diferente; agraciada com dons especiais,
como êxtases, visões, conversas interiores, assimilava as mensagens divinas e
as concretizava em obras assistenciais. No seu legado, não incluiu obras
escritas. Morreu no dia 15 de dezembro de 1651, com sessenta e quatro anos de
idade, com fama de santidade, na Casa-mãe de Carignano, em Gênova. A devoção
aumentou em 1801, quando seu túmulo foi aberto e seu corpo encontrado intacto,
como se estivesse apenas dormindo. Reavivada a fé, as graças por sua
intercessão intensificaram-se em todo o mundo.
Duas
congregações distintas e paralelas caminham pelo mundo, projetando o carisma de
sua fundadora: a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte
Calvário, com sede em Gênova; e a Congregação das Filhas de Nossa Senhora do
Monte Calvário, com sede em Roma. Virgínia foi beatificada em 22 de setembro de
1985. O mesmo papa que a beatificou, João Paulo II, declarou-a santa em 18 de
maio de 2003. O seu corpo é venerado na capela da Casa-mãe da Congregação, em
Gênova, com uma festa especial no dia de sua morte. Mas suas “irmãs” e “filhas”
também a homenageiam no dia 7 de maio, data em que santa Virgínia Centurione
Bracelli vestiu hábito religioso.
ORAÇÃO: Ó Deus, fonte de todo bem, que nos
fazeis participantes do Vosso Espírito de vida, nós Vos agradecemos por terdes
concedido a Santa Virginia a chama viva do amor por Vós e pelos irmãos,
sobretudo pelos pobres e indefesos, imagem do Vosso Filho crucificado.
Concedei-nos viver a sua experiência na prática da misericórdia, da acolhida e
do perdão, e, por sua intercessão a graça que agora Vos pedimos (fazer o
pedido). Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Fonte: Edições Paulinas / Vaticano / Wikipédia
/ hsv.org.br
Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
Crendo
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