5ª Semana da Quaresma - 1ª Semana do Saltério
Prefácio da Quaresma - Ofício do dia do Tempo da Quaresma
Cor: Roxo - Ano Litúrgico “B” - São Marcos
Antífona:
Salmo 42,1-2 - A mim, ó Deus, fazei justiça, defendei a minha causa
contra a gente sem piedade; do homem perverso e traidor, libertai-me, porque
sois, ó Deus, o meu socorro.
Oração do Dia: Senhor nosso Deus, dai-nos, por vossa graça, caminhar com
alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu
amor pelo mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Livro do Profeta Jeremias 31, 31-34
"Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei
com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; não como a aliança que
fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito,
e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. Esta
será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o
Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu
coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. Não será mais necessário ensinar
seu próximo ou seu irmão, dizendo: 'Conhece o Senhor!'; todos me reconhecerão,
do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais
lembrarei o seu pecado". - Palavra do Senhor.
Comentário: Após a queda de Jerusalém 586
a.C., o que Jeremias anunciava para o reino do Norte torna-se também para o
reino do Sul. Nesse momento difícil, o profeta descortina um futuro cheio de
esperança: Deus realizará uma aliança nova com o povo. A aliança antiga se
caracterizava por uma lei externa e por mediações entre Deus e o povo. A
aliança nova será uma relação com Deus em que todos terão o senso do amor e da
fidelidade, de tal maneira que não serão mais necessárias nem lei externa nem
mediações. O que Jeremias vê aqui é a realização plena do projeto de Deus: a
humanidade nova, em que as estruturas de poder são superadas pela fraternidade,
e as estruturas econômicas pela partilha justa dos bens que Deus concede a
todos. Da indefectível fidelidade de Deus à sua aliança, Jeremias é levado a
uma luminosa visão do futuro. Deus purificou intensamente o seu povo despojou-o
de tudo com vistas a uma interiorização. Quando tudo falha, o homem é convidado
a entrar em si mesmo e aí encontra Deus, que o ama e espera. Sobre as ruínas da
antiga aliança despedaçada surge, por iniciativa de Deus, uma “nova aliança”.
Nova, não porque substitua a primeira, já tantas vezes renovada, mas porque é diferente
dela. Não escrita em tábuas de pedra, externa, porém impressa no coração,
íntima: relacionamento pessoal de cada um com Deus. “Conhecimento” verdadeiro,
“experiência” de Deus, “religião do espírito”. Assim Jesus a realizará (cf Jo
4,24): “a nova aliança em seu sangue” (1Cor 11,25; Lc 22,20).
“mandamento novo” que une num único amor os homens e Deus (Jo 13,34; 17,11-23).
(deusunico.com)
Salmo:
50,3-4.12-13.14-15
(R. 12a) Criai em mim um coração que seja puro.
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e
apagai completamente a minha culpa!
Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e
confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e
para vós se voltarão os transviados.
Segunda
Leitura: Carta aos Hebreus 5,7-9
Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e
súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da
morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho,
aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na
consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que
lhe obedecem. - Palavra do Senhor.
Comentário: As “súplicas com lágrimas”
podem referir-se à oração no horto (Mt 26, 36-42) ou ter alcance geral (ver,
por exemplo, a ressurreição de Lázaro em Jo 11 e Sl 56,9). “Foi ouvido”: como
no salmo da paixão (Sl 22, 25), mas com uma mudança substancial: a libertação
acontece além da morte. A “salvação eterna” é ação de Deus (segundo Is 45, 17),
que também se poderia traduzir por “definitiva” e enquadraria no presente
contexto. Os cristãos não devem temer a Jesus mas aproximar-se dele confiantes,
certos de sua acolhida misericordiosa. A figura do sumo sacerdote se realiza
plenamente em Jesus, de modo superior ao sacerdócio de Aarão e de qualquer
liturgia terrena. Cristo atravessou o céu e, ressuscitado, vive para sempre
aquela “justa compaixão” que testemunhou aos homens no momento da paixão. Como
Filho, e do mesmo modo que o misterioso Melquisedec, Jesus se empenha para
sempre, com toda a sua pessoa, na súplica e no sacrifício. A paixão é vista
aqui como a mais solene prece de intercessão e o mais sublime ato de
obediência. O versículo 9 anuncia que levado à perfeição, Jesus tornou-se o
princípio de salvação eterna, pois recebeu de Deus o título de sumo sacerdote.
(deusunico.com)
Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,20-33
Naquele tempo, havia alguns
gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa. Aproximaram-se
de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e disseram: "Senhor, gostaríamos
de ver Jesus". Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus.
Jesus respondeu-lhes: "Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser
glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na
terra não morre, ele continuará só um grão de trigo; mas, se morre, então produz
muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua
vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém me quer servir,
siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai
o honrará. Agora sinto-me angustiado. E que direi? 'Pai, livra-me desta hora!'?
Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu
nome!" Então, veio uma voz do céu: "Eu o glorifiquei e o gloricarei
de novo!"
A multidão que aí estavam e
ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: "Foi um anjo que
falou com ele". Jesus respondeu e disse: "Essa voz que ouvistes não
foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo.
Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra,
atrairei todos a mim". Jesus falava assim para indicar de que morte iria
morrer. - Palavra da Salvação.
Comentário:
A
hora de Jesus foi se aproximando. Ele tinha plena consciência da sorte que o
espera. A morte despontava, como inevitável, no horizonte de sua existência.
Jesus sabia muito bem que sua vida seria fecunda se, no momento crucial, ele
fosse capaz de passar pela prova suprema da morte. Aí sua fidelidade radical
abriria, para a humanidade, o caminho de acesso a Deus. O modo positivo como
Jesus encarou a consumação de sua existência não deixou de perturbá-lo
interiormente. Uma tentação possível, neste momento, seria a de pedir ao Pai
para privá-lo desta circunstância pavorosa. Jesus, porém, reconheceu que toda a
sua vida terrena esteve voltada para esta hora. Não seria correto, agora,
preferir um atalho. Seria indigno optar pela fuga. A missão exigia dele seguir
adiante. A tragicidade da hora de Jesus assumiu uma conotação particular por
ele estar certo de não ter sido abandonado pelo Pai. Sua morte inseria-se na
dinâmica de glorificação do Filho pelo Pai. Não era fácil compreender o modo
divino de agir, quando a cruz despontava com toda a sua crueldade. Na
perspectiva divina, porém, a morte de cruz representava a subjugação do poder
do mal e da injustiça e o triunfo do senhorio do Pai na vida do Filho Jesus. Da
cruz, proviria a vida nova e gloriosa, penhor de redenção para a humanidade. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE MARÇO:
Universal: Cientistas ao serviço do bem - Para
que todos aqueles que se dedicam à investigação científica se ponham ao serviço
do bem integral da pessoa humana.
Pela Evangelização: Contributo da mulher na Igreja - Para
que se reconheça cada vez mais o contributo específico da mulher na vida da
Igreja.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas até a
missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da
Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica esclareça-se melhor a
dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou
preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência
a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério
pascal” (SC 109).
- Durante
este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de instrumentos
musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem
como as solenidades e festas.
- A cor do
tempo é roxa. No Domingo Laetare,
pode-se usar cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
- Em todas as
Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
- Nas
solenidades e festas somente, como ainda em celebrações especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
- As memórias
obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser celebradas como memórias
facultativas. Não são permitidas missas votivas (devoção particular).
- Na
celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, deve-se sempre dar a
bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos que se abstenham de demasia pompa.
Cor Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência
ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
Santa Igreja Católica
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