12ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “B” - São Marcos
Antífona:
Salmo
27,8-9 O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu
ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para
sempre os vossos servos.
Oração do Dia: Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda vida a graça de vos amar e
temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Livro do Gênesis 13,2.5-18
Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. Ló, que
acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. A região já não bastava
para os dois, pois seus rebanhos eram demasiado numerosos, para poderem morar
juntos. Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão,
e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os fereseus ainda habitavam
naquela terra.
Abrão disse a Ló: Não deve haver discórdia entre nós e entre
os nossos pastores, pois somos irmãos. Estás vendo toda esta terra diante de
ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para
a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda”. Levantando os
olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda a parte
irrigada - isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra, - era como um
jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor.
Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão, e
foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. Abrão habitou
na terra de Canaã, enquanto Ló se estabeleceu nas cidades próximas do Jordão, e
armou suas tendas até Sodoma. Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos, e
grandes pecadores diante do Senhor.
E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: “Ergue
os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente
e para o ocidente: toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua
descendência para sempre. Tornarei tua descendência tão numerosa como o pó da
terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a
tua descendência. Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a
ti que o darei”. Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao Carvalho
de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor. -
Palavra do Senhor.
Comentário: Desde quando existem
caminhos, a "encruzilhada" é considerada pelo homem como um símbolo.
Toda decisão é de fato uma escolha entre alternativas que, por sua vez, se apoiam
em motivações de fundo. A encruzilhada que se apresenta a Abraão e Ló é a
escolha generosidade-facilidade. A Escritura sublinha desta forma a figura de
Abraão como tipo do homem livre. Desprendido de toda preferência externa,
adquire grande riqueza interna. Sua liberdade se traduz em capacidade de
deslocamento, de mudança sem tragédias. A razão é que ele não procura um
"posto", e sim a fidelidade às pessoas, em primeiro lugar a Deus. Em
Abraão vemos a liberdade que cresce no terreno fértil da generosidade em toda
escolha. Dai nasce uma vida que é contínua esperança numa promessa: Abraão é o
homem (todo homem) que confia em Deus, que alimenta sua esperança com uma
contínua generosidade. É o homem que “sabe perder-se” a si mesmo sem cálculos,
para se reencontrar e aos outros em Deus, único imenso bem comum. (Missal
Cotidiano)
Salmo:
14(15),
2-3ab. 3cd-4ab. 5 (R. 1b) Senhor, quem morará em vosso Monte Santo?
Aquele que caminha sem pecado e pratica
a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias
sua língua.
Que em nada prejudica o seu irmão, nem
cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra
os que respeitam o Senhor.
Não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!
Evangelho de Jesus Cristo Segundo São Mateus 7,6.12-14
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não deis aos
cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não
as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
Tudo quanto quereis que os outros
vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela
porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à
perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e
apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”! - Palavra da Salvação.
Comentários:
Hoje
em dia, fala-se muito da questão da inculturação. É inculturação do anúncio, da
liturgia e assim por diante. De fato, a inculturação é necessária para que
todos possam viver os valores do Reino de Deus. Mas o Evangelho de hoje nos faz
uma grave advertência: não atireis vossas pérolas aos porcos. É claro que
devemos valorizar todas as formas e expressões de uma cultura e reconhecer os
grandes valores que estão presentes na cultura e que expressam os valores
evangélicos, mas inculturar o Evangelho não significa submete-lo aos valores
culturais, pois a cultura tende a ver o Evangelho de uma forma ideológica e a
usar as suas palavras sem os critérios do Reino, pisando nelas e voltando-se
contra nós. (CNBB)
Jesus
estabeleceu uma regra preciosa para o trato mútuo entre os discípulos do Reino.
Cada um deveria fazer para o outro tudo quanto gostaria que o outro lhe
fizesse. É o desafio de dar aquilo o que se gostaria de receber. Esse princípio
tem consequências bem práticas. O discípulo faz o bem ao próximo
independentemente de retribuição, agindo com um amor gratuito e de qualidade.
Ele dá o melhor de si. Procura sempre formas novas de fazer o bem. Não mede
esforços quando se trata de ser útil ao irmão. É sempre solícito e serviçal.
Tudo isso porque gostaria de ser tratado assim. Não lhe importa o
reconhecimento alheio. Esta é sua opção de vida. Toda Lei e os Profetas, ou
seja, toda a Escritura, se resumem nesta regra de ouro do comportamento do
discípulo. Não é preciso ir além dela, se se pretende viver um amor entranhado
a Deus e ao próximo. O amor a Deus está aí presente porque, a opção do
discípulo é uma opção de fé. Ele age assim porque acredita no Senhor e sabe que
sua ação é um caminho para o Pai. Por outro lado, este modo de agir só tem
sentido quando se transforma em manifestação de amor ao próximo. O trato
cordial e amigo, em última análise, não se baseia na lei da retribuição nem
acontece por mera formalidade. Ele é sinal do bem desejado ao outro e da
solidariedade que sua presença desperta. (Padre
Jaldemir Vitório/Jesuíta)
PRECES DA
ASSEMBLEIA (Paulus):
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
1.
xxxxxxxxxxxxxxxxx
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE JUNHO:
Universal: Imigrantes e refugiados - Para
que os imigrantes e refugiados sejam acolhidos e respeitados nos países aonde
chegam.
Pela Evangelização: Vocação ao sacerdócio e à vida
consagrada - Para que o encontro pessoal com
Jesus suscite em muitos jovens o desejo de Lhe oferecerem a própria vida no
sacerdócio ou na vida consagrada.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à
Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e
termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.
Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
SANTO DO DIA:
São José Cafasso - 23 de Junho
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e
Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa
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