terça-feira, 23 de junho de 2015

Evangelho do Dia 23/06/2015 Terça-feira Ano “B” Marcos

12ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “B” - São Marcos

Antífona: Salmo 27,8-9 O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos. 

Oração do Dia: Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Livro do Gênesis 13,2.5-18
Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. Ló, que acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. A região já não bastava para os dois, pois seus rebanhos eram demasiado numerosos, para poderem morar juntos. Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão, e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os fereseus ainda habitavam naquela terra.

Abrão disse a Ló: Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos. Estás vendo toda esta terra diante de ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda”. Levantando os olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda a parte irrigada - isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra, - era como um jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor.

Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão, e foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. Abrão habitou na terra de Canaã, enquanto Ló se estabeleceu nas cidades próximas do Jordão, e armou suas tendas até Sodoma. Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos, e grandes pecadores diante do Senhor.

E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: “Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente: toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua descendência para sempre. Tornarei tua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua descendência. Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a ti que o darei”. Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao Carvalho de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor. - Palavra do Senhor.

Comentário: Desde quando existem caminhos, a "encruzilhada" é considerada pelo homem como um símbolo. Toda decisão é de fato uma escolha entre alternativas que, por sua vez, se apoiam em motivações de fundo. A encruzilhada que se apresenta a Abraão e Ló é a escolha generosidade-facilidade. A Escritura sublinha desta forma a figura de Abraão como tipo do homem livre. Desprendido de toda preferência externa, adquire grande riqueza interna. Sua liberdade se traduz em capacidade de deslocamento, de mudança sem tragédias. A razão é que ele não procura um "posto", e sim a fidelidade às pessoas, em primeiro lugar a Deus. Em Abraão vemos a liberdade que cresce no terreno fértil da generosidade em toda escolha. Dai nasce uma vida que é contínua esperança numa promessa: Abraão é o homem (todo homem) que confia em Deus, que alimenta sua esperança com uma contínua generosidade. É o homem que “sabe perder-se” a si mesmo sem cálculos, para se reencontrar e aos outros em Deus, único imenso bem comum. (Missal Cotidiano)

Salmo: 14(15), 2-3ab. 3cd-4ab. 5 (R. 1b) Senhor, quem morará em vosso Monte Santo?
Aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua.

Que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor.

Não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!

Evangelho de Jesus Cristo Segundo São Mateus 7,6.12-14
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”! - Palavra da Salvação.

Comentários:

Hoje em dia, fala-se muito da questão da inculturação. É inculturação do anúncio, da liturgia e assim por diante. De fato, a inculturação é necessária para que todos possam viver os valores do Reino de Deus. Mas o Evangelho de hoje nos faz uma grave advertência: não atireis vossas pérolas aos porcos. É claro que devemos valorizar todas as formas e expressões de uma cultura e reconhecer os grandes valores que estão presentes na cultura e que expressam os valores evangélicos, mas inculturar o Evangelho não significa submete-lo aos valores culturais, pois a cultura tende a ver o Evangelho de uma forma ideológica e a usar as suas palavras sem os critérios do Reino, pisando nelas e voltando-se contra nós. (CNBB)

Jesus estabeleceu uma regra preciosa para o trato mútuo entre os discípulos do Reino. Cada um deveria fazer para o outro tudo quanto gostaria que o outro lhe fizesse. É o desafio de dar aquilo o que se gostaria de receber. Esse princípio tem consequências bem práticas. O discípulo faz o bem ao próximo independentemente de retribuição, agindo com um amor gratuito e de qualidade. Ele dá o melhor de si. Procura sempre formas novas de fazer o bem. Não mede esforços quando se trata de ser útil ao irmão. É sempre solícito e serviçal. Tudo isso porque gostaria de ser tratado assim. Não lhe importa o reconhecimento alheio. Esta é sua opção de vida. Toda Lei e os Profetas, ou seja, toda a Escritura, se resumem nesta regra de ouro do comportamento do discípulo. Não é preciso ir além dela, se se pretende viver um amor entranhado a Deus e ao próximo. O amor a Deus está aí presente porque, a opção do discípulo é uma opção de fé. Ele age assim porque acredita no Senhor e sabe que sua ação é um caminho para o Pai. Por outro lado, este modo de agir só tem sentido quando se transforma em manifestação de amor ao próximo. O trato cordial e amigo, em última análise, não se baseia na lei da retribuição nem acontece por mera formalidade. Ele é sinal do bem desejado ao outro e da solidariedade que sua presença desperta. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

PRECES DA ASSEMBLEIA (Paulus):

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INTENÇÕES PARA O MÊS DE JUNHO:

Universal: Imigrantes e refugiados - Para que os imigrantes e refugiados sejam acolhidos e respeitados nos países aonde chegam.

Pela Evangelização: Vocação ao sacerdócio e à vida consagrada - Para que o encontro pessoal com Jesus suscite em muitos jovens o desejo de Lhe oferecerem a própria vida no sacerdócio ou na vida consagrada.

TEMPO LITÚRGICO:

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento NALC 44.

Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

SANTO DO DIA:
São José Cafasso - 23 de Junho

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica


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