31ª Semana do Tempo Comum - Ano “B” Marcos
Memória: SÃO CARLOS BORROMEU
Oração do Dia: Conservai, ó Deus, no vosso povo o espírito que
animava são Carlos Borromeu, para que a vossa Igreja, continuamente renovada e
sempre fiel ao Evangelho, possa mostrar ao mundo a verdadeira face do Cristo. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos 13,8-10
Irmãos, não fiqueis
devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo - pois quem ama o próximo está
cumprindo a Lei. De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não
matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento se
resumem neste: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. O amor não faz nenhum
mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei. - Palavra do Senhor.
Comentário: Se nossa moral fosse reduzida
a uma contabilidade, uma reflexão sobre esta página bastaria para desequilibrar
o balanço. As contas não voltam mais. Tudo se reduz à unidade, para além das
complicações casuísticas: ou se ama ou se está no pecado. O amor não se define,
vive-se. Importa amar para ver claro. E se quisermos que algum outro veja
claro, a única estratégia eficiente é amá-lo sem condições, “como a nós
mesmos”. Deus é aquele que ama primeiro; ama-nos antes de nós mesmos. (Missal
Cotidiano)
Salmo:
111 (112),1-2.
4-5. 9 (R.5a) Feliz quem tem piedade e empresta!
Feliz o homem que respeita o Senhor e
que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos!
Ele é correto, generoso e compassivo,
como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo,
que resolve seus negócios com justiça.
Ele reparte com os pobres os seus bens,
permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14,25-33
Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam
Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega
de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até
da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e
não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
Com efeito: qual de vós,
querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para
ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o
alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a
caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou
ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e
examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra
ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está
longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo,
portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser
meu discípulo!” - Palavra da Salvação.
Comentários:
O
nome de cristão é motivo de orgulho para muita gente e muitos usam esse nome e
fazem propaganda do fato de serem cristãos. Mas muitos são cristãos de apenas
de nome e de conversa, porque quando surgem as exigências da vivência coerente
com o evangelho, são os primeiros a recuarem e a ficarem teorizando formas de
religião que justifiquem a sua incoerência evangélica e outros valores nada
cristãos que marcam as suas vidas. A exigência de Jesus é clara: renunciar a
todos os valores que são contrários ao evangelho e fazer do seu seguimento o
centro da própria vida. O resto e conversa fiada de quem quer usar do discurso
para legitimar os próprios erros. (CNBB)
A
decisão de seguir Jesus, por ser muito exigente, deve ser feita com muita
ponderação. É indigno de o discípulo ficar pelo caminho, sem atingir a meta
fixada pelo Senhor. De sua parte, Jesus jamais pretendeu enganar seus
seguidores, induzindo-os a assumir um projeto de vida, sem conhecer-lhe o teor.
Ele falou claro, para evitar frustrações. O discípulo de Jesus deveria estar
disposto a colocar o Reino acima de tudo. Mesmo as relações familiares
ocupariam um lugar secundário, quando confrontadas com as exigências do Reino.
Caso contrário, seria impossível fazer-se discípulo. Por outro lado, a decisão
pelo Reino comportaria perseguições, incompreensões e ódio para os discípulos.
É a cruz inevitável do discipulado. Só quem está preparado para defrontá-la,
poderá pôr-se no seguimento de Jesus. Duas parábolas ilustram esta situação do
discípulo. Ficará sujeito ao ridículo quem se puser a construir uma torre, sem
verificar se tem condições para concluí-la. Está fadado à derrota quem vai
lutar contra um exército mais forte, sem ter uma ideia exata do seu próprio
potencial. Igualmente, quem pretende fazer-se discípulo de Jesus sem avaliar se
está em condições de levar adiante este projeto, acabará por abandoná-lo na
primeira dificuldade. (Padre Jaldemir
Vitório / Jesuíta)
SANTO DO DIA:
MEMÓRIA OBRIGATÓRIA
São Carlos Borromeu - 04 de novembro
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Fique com Deus e sob a
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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