34ª Semana do Tempo Comum - Ano “B” Marcos
Solenidade: Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Prefácio próprio - Ofício solene próprio - Glória e Creio
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as
coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas,
libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem
eternamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Profecia de Daniel 7,13-14
Continuei
insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como
filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua
presença. Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e
línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu
reino, um reino que não se dissolverá. -
Palavra do Senhor.
Comentário: Este texto mostra como o
julgamento de Deus se faz presente na história: “Contemplei em visões noturnas,
e vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, alguém semelhante a um filho de
homem; ele avançou até junto do Ancião, ao qual foi apresentado” (v. 13). O
filho do homem é personagem simbólica. A explicação da visão vai mostrar que se
trata do povo de Deus que, por causa de sua fidelidade, está sendo perseguido e
morto pelas “feras” que agiram e agem na história. Esse povo se encontra diante
do juiz da história (Deus), gozando de sua intimidade e proteção. E o Ancião
lhe confere o que ele próprio possui: domínio, poder e realeza, e todos os povos,
nações e línguas deverão servi-lo (v. 14a). Em outras palavras, o julgamento de
Deus sobre as feras da terra se realiza mediante a fidelidade e resistência do
povo fiel. Deus confia seu projeto a esse povo perseguido, caçado e morto pelos
poderes absolutizados. É a leitura da história feita sob a ótica da fé que
privilegia os oprimidos enquanto depositários das promessas, expectativas e
realeza divinas. É assim que Deus julga a humanidade: posicionando-se junto aos
oprimidos e confiando-lhes seu projeto, vencendo com eles os poderes que geram
e patrocinam a morte. O texto de hoje termina afirmando que o domínio do filho
do homem (povo de Deus) é eterno e não acabará, seu reino jamais será destruído
(v. 14b). Com o passar do tempo, o conceito de reino foi associado à pessoa do
rei. Desse modo, o que em Daniel se referia à história presente do povo de
Deus, acabou sendo transferido para o Messias que deveria vir. Foi assim que o
Novo Testamento releu essa passagem (razão pela qual este texto foi escolhido pela
Liturgia). Isso, contudo, não nos impede de seguir a interpretação do livro de
Daniel: o filho do homem é o povo de Deus, a quem foi confiado o projeto de
liberdade e vida em meio às perseguições que as feras de ontem e de hoje
suscitam contra os que se mantêm fiéis. (deusunico.com)
Salmo:
92(93),
1ab.1c-2.5 (R.1a) Deus é Rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
Deus é Rei e se vestiu de majestade,
revestiu-se de poder e de esplendor!
Vós firmastes o universo inabalável, vós
firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Verdadeiros são os vossos testemunhos,
refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
Segunda
Leitura: Livro do Apocalipse de São João 1,5-8
Jesus Cristo é a testemunha
fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra.
A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que
fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder,
em eternidade. Amém. Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão,
também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito
por causa dele. Sim. Amém! “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus,
“aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”. -
Palavra do Senhor.
Comentário: João se dirige a toda a
Igreja, representada pelas comunidades da Ásia. Deus Pai é o Senhor da
história: assim como agiu no passado, age no presente e agirá no futuro. Jesus
é o centro do projeto e ação de Deus. A glória e o poder lhe pertencem, porque:
ele é a Testemunha fiel, que revelou e realizou o projeto do Pai até o fim,
dando a vida por amor aos homens; ele é o Primeiro a ressuscitar dos mortos,
vencendo assim a morte e o pecado, e tornou-se início de uma nova humanidade;
ele é o Chefe dos reis da terra, pois está acima de todos os poderosos e reúne
os homens, para fazer deles um Reino, onde todos são sacerdotes da aliança com
Deus Pai. O versículo 7 mostra que Jesus vem para julgar e implantar o Reino. (deusunico.com)
Evangelho de Jesus Cristo segundo João 18,33b-37
Naquele tempo: Pilatos chamou
Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Estás dizendo
isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” Pilatos falou: “Por acaso
sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” Jesus
respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os
meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu
reino não é daqui”. Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu:
“Tu o dizes: eu sou
rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo
aquele que é da verdade escuta a minha voz”. - Palavra da Salvação.
Comentários:
A
proclamação da realeza de Jesus deve ser entendida a partir do projeto de Reino
anunciado por ele. Os modelos humanos não ajudam a compreender a condição de
rei aplicada a Jesus. Seu reino não depende dos esquemas deste mundo, e sim, do
querer do Pai. Por ocasião da paixão de Jesus, as autoridades judaicas
apresentaram-no como um subversivo, cujo ideal era tornar-se rei dos judeus,
libertando o povo da opressão romana. Jesus, porém, recusou-se a se apresentar
como um concorrente de Pilatos. O termo reino tinha, para ele, um significado
muito diferente daquele que lhe davam os romanos. O reino de Jesus está sob o
senhorio do Pai, que deseja ver todos os seus filhos viverem em comunhão. É um
reino de verdade e de justiça, pois nele não se admite nenhuma espécie de
marginalização ou opressão; tampouco, que se recorra ao dolo e à mentira para
se prevalecer sobre os demais. No Reino de Deus, a autoridade é serviço. Quem é
grande, se faz pequeno; para ser o primeiro, é necessário tornar-se o último. A
violência e o ódio aí não têm lugar. Quem quer fazer parte desse Reino deve
saber perdoar e estar sempre disposto a se reconciliar. Este é o Reino que
Jesus veio implantar na história humana. Os adversários de Jesus estavam longe
de poder compreendê-lo. (Padre Jaldemir
Vitório/Jesuíta)
No
alto da cruz do Calvário, o “título” que Pilatos mandara redigir declarava o
motivo da condenação de Jesus: Iesus Nazarenus Rex Iudeorum (Jesus Nazareno Rei
dos Judeus). Em nossos crucifixos, a inscrição é abreviada: INRI. Declarar-se
rei significava uma rebelião contra César, o Imperador romano. E diante da
pergunta de Pilatos, que o interrogava, Jesus responde afirmativamente: “Sim,
eu sou rei!” Só que o reinado de Jesus é de outra ordem. Ele mesmo diria: “Meu
reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36) Isto é, o Rei Jesus não se impõe pela
força dos exércitos, tanto que manda Simão Pedro guardar a espada na bainha. O
Rei Jesus não tiraniza os cidadãos de seu Reino, tanto que aceita morrer pelos
homens. Não quer dominar as nações nem escravizar os povos, pois respeita ao
extremo a liberdade de todos. Ele reina apenas naqueles corações que se abrem
ao seu amor... Por isso mesmo, na solenidade de Cristo, Rei do Universo, a
Igreja escolhe evangelhos que mostram Jesus como réu sob julgamento ou como
condenado à morte infamante na cruz. Preso e torturado, Jesus sofre a zombaria
e o escárnio dos soldados romanos, que o vestem de púrpura, impondo-lhe uma
coroa de espinhos, além de lhe darem uma cana como cetro real. Em tudo isto,
uma importante lição: toda tentativa de usar a força para impor o cristianismo
contraria frontalmente as intenções do Senhor. Os projetos de dominação
política que usaram a fé cristã como instrumento de poder foram sempre abusos
inaceitáveis. Nosso Rei é suave, manso e humilde. Ele age no íntimo das
consciências. Convida e espera. Não quer escravos. Quer amigos... Nas palavras
de João Paulo II, “todo homem é convidado a converter-se e a crer no amor
misericordioso de Deus por ele: o Reino crescerá à medida que cada homem
aprende a dirigir-se a Deus, na intimidade da oração, como a um Pai, e se
esforçar por cumprir a Sua vontade”. (R. Missio, 13) Para o Papa, o Reino de
Deus se destina a todos os homens e atinge a pessoa humana tanto em suas
dimensões físicas como espirituais. O Reino pretende transformar as relações entre
os homens, de modo a se amarem e servirem mutuamente. A natureza do Reino de
Deus é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus. (Idem, 15) Queremos
que Cristo reine sobre nós? (Antônio Carlos
Santini / Com Católica Nova Aliança)
SANTO DO DIA:
SOLENIDADE
Solenidade de Cristo Rei
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja
Católica
Se desejar receber nossas atualizações de uma forma
rápida e segura, por favor, faça sua
assinatura, é grátis.
Acesse nossa pagina: http://catequesecristacatolica.blogspot.com.br/ e cadastre seu e-mail para recebimento automático,
obrigado.
Os textos sagrados dos evangelhos canônicos parecem mostrar dois tipos diferentes de ressurreição: uma ordinária que se assemelha a uma cura e volta da pessoa ao estado inicial de viva, com as mesmas características anteriores a essa aparente morte; outra, verdadeira ressurreição em que o espírito comanda um corpo já sublime, que não é reconhecido de pronto pelos circunstantes e amigos porque deve trazer em si uma diferença que não conhecemos; essa ressurreição parece ser algo tal que a pessoa pode andar no chão mas não é obrigado a isso, pode comer mas não depende da comida, pode ir a qualquer lugar e nós não entendemos como. Jesus é o primeiro desta verdadeira ressurreição, mas não foi o primeiro do outro tipo, o ordinário.
ResponderExcluir