sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Liturgia Diária Comentada 22/11/2015 Domingo Cristo Rei do Universo

34ª Semana do Tempo Comum - Ano “B” Marcos
Solenidade: Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Prefácio próprio - Ofício solene próprio - Glória e Creio

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Profecia de Daniel 7,13-14
Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. - Palavra do Senhor. 

Comentário: Este texto mostra como o julgamento de Deus se faz presente na história: “Contemplei em visões noturnas, e vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, alguém semelhante a um filho de homem; ele avançou até junto do Ancião, ao qual foi apresentado” (v. 13). O filho do homem é personagem simbólica. A explicação da visão vai mostrar que se trata do povo de Deus que, por causa de sua fidelidade, está sendo perseguido e morto pelas “feras” que agiram e agem na história. Esse povo se encontra diante do juiz da história (Deus), gozando de sua intimidade e proteção. E o Ancião lhe confere o que ele próprio possui: domínio, poder e realeza, e todos os povos, nações e línguas deverão servi-lo (v. 14a). Em outras palavras, o julgamento de Deus sobre as feras da terra se realiza mediante a fidelidade e resistência do povo fiel. Deus confia seu projeto a esse povo perseguido, caçado e morto pelos poderes absolutizados. É a leitura da história feita sob a ótica da fé que privilegia os oprimidos enquanto depositários das promessas, expectativas e realeza divinas. É assim que Deus julga a humanidade: posicionando-se junto aos oprimidos e confiando-lhes seu projeto, vencendo com eles os poderes que geram e patrocinam a morte. O texto de hoje termina afirmando que o domínio do filho do homem (povo de Deus) é eterno e não acabará, seu reino jamais será destruído (v. 14b). Com o passar do tempo, o conceito de reino foi associado à pessoa do rei. Desse modo, o que em Daniel se referia à história presente do povo de Deus, acabou sendo transferido para o Messias que deveria vir. Foi assim que o Novo Testamento releu essa passagem (razão pela qual este texto foi escolhido pela Liturgia). Isso, contudo, não nos impede de seguir a interpretação do livro de Daniel: o filho do homem é o povo de Deus, a quem foi confiado o projeto de liberdade e vida em meio às perseguições que as feras de ontem e de hoje suscitam contra os que se mantêm fiéis. (deusunico.com)

Salmo: 92(93), 1ab.1c-2.5 (R.1a) Deus é Rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!

Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

Segunda Leitura: Livro do Apocalipse de São João 1,5-8
Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.  - Palavra do Senhor.

Comentário: João se dirige a toda a Igreja, representada pelas comunidades da Ásia. Deus Pai é o Senhor da história: assim como agiu no passado, age no presente e agirá no futuro. Jesus é o centro do projeto e ação de Deus. A glória e o poder lhe pertencem, porque: ele é a Testemunha fiel, que revelou e realizou o projeto do Pai até o fim, dando a vida por amor aos homens; ele é o Primeiro a ressuscitar dos mortos, vencendo assim a morte e o pecado, e tornou-se início de uma nova humanidade; ele é o Chefe dos reis da terra, pois está acima de todos os poderosos e reúne os homens, para fazer deles um Reino, onde todos são sacerdotes da aliança com Deus Pai. O versículo 7 mostra que Jesus vem para julgar e implantar o Reino. (deusunico.com)

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 18,33b-37
Naquele tempo: Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. - Palavra da Salvação.

Comentários:

A proclamação da realeza de Jesus deve ser entendida a partir do projeto de Reino anunciado por ele. Os modelos humanos não ajudam a compreender a condição de rei aplicada a Jesus. Seu reino não depende dos esquemas deste mundo, e sim, do querer do Pai. Por ocasião da paixão de Jesus, as autoridades judaicas apresentaram-no como um subversivo, cujo ideal era tornar-se rei dos judeus, libertando o povo da opressão romana. Jesus, porém, recusou-se a se apresentar como um concorrente de Pilatos. O termo reino tinha, para ele, um significado muito diferente daquele que lhe davam os romanos. O reino de Jesus está sob o senhorio do Pai, que deseja ver todos os seus filhos viverem em comunhão. É um reino de verdade e de justiça, pois nele não se admite nenhuma espécie de marginalização ou opressão; tampouco, que se recorra ao dolo e à mentira para se prevalecer sobre os demais. No Reino de Deus, a autoridade é serviço. Quem é grande, se faz pequeno; para ser o primeiro, é necessário tornar-se o último. A violência e o ódio aí não têm lugar. Quem quer fazer parte desse Reino deve saber perdoar e estar sempre disposto a se reconciliar. Este é o Reino que Jesus veio implantar na história humana. Os adversários de Jesus estavam longe de poder compreendê-lo. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

No alto da cruz do Calvário, o “título” que Pilatos mandara redigir declarava o motivo da condenação de Jesus: Iesus Nazarenus Rex Iudeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus). Em nossos crucifixos, a inscrição é abreviada: INRI. Declarar-se rei significava uma rebelião contra César, o Imperador romano. E diante da pergunta de Pilatos, que o interrogava, Jesus responde afirmativamente: “Sim, eu sou rei!” Só que o reinado de Jesus é de outra ordem. Ele mesmo diria: “Meu reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36) Isto é, o Rei Jesus não se impõe pela força dos exércitos, tanto que manda Simão Pedro guardar a espada na bainha. O Rei Jesus não tiraniza os cidadãos de seu Reino, tanto que aceita morrer pelos homens. Não quer dominar as nações nem escravizar os povos, pois respeita ao extremo a liberdade de todos. Ele reina apenas naqueles corações que se abrem ao seu amor... Por isso mesmo, na solenidade de Cristo, Rei do Universo, a Igreja escolhe evangelhos que mostram Jesus como réu sob julgamento ou como condenado à morte infamante na cruz. Preso e torturado, Jesus sofre a zombaria e o escárnio dos soldados romanos, que o vestem de púrpura, impondo-lhe uma coroa de espinhos, além de lhe darem uma cana como cetro real. Em tudo isto, uma importante lição: toda tentativa de usar a força para impor o cristianismo contraria frontalmente as intenções do Senhor. Os projetos de dominação política que usaram a fé cristã como instrumento de poder foram sempre abusos inaceitáveis. Nosso Rei é suave, manso e humilde. Ele age no íntimo das consciências. Convida e espera. Não quer escravos. Quer amigos... Nas palavras de João Paulo II, “todo homem é convidado a converter-se e a crer no amor misericordioso de Deus por ele: o Reino crescerá à medida que cada homem aprende a dirigir-se a Deus, na intimidade da oração, como a um Pai, e se esforçar por cumprir a Sua vontade”. (R. Missio, 13) Para o Papa, o Reino de Deus se destina a todos os homens e atinge a pessoa humana tanto em suas dimensões físicas como espirituais. O Reino pretende transformar as relações entre os homens, de modo a se amarem e servirem mutuamente. A natureza do Reino de Deus é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus. (Idem, 15) Queremos que Cristo reine sobre nós? (Antônio Carlos Santini / Com Católica Nova Aliança)

SANTO DO DIA:
SOLENIDADE
Solenidade de Cristo Rei

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.



Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica

Se desejar receber nossas atualizações de uma forma rápida e segura, por favor, faça sua assinatura, é grátis. Acesse nossa pagina: http://catequesecristacatolica.blogspot.com.br/ e cadastre seu e-mail para recebimento automático, obrigado.

Um comentário :

  1. Os textos sagrados dos evangelhos canônicos parecem mostrar dois tipos diferentes de ressurreição: uma ordinária que se assemelha a uma cura e volta da pessoa ao estado inicial de viva, com as mesmas características anteriores a essa aparente morte; outra, verdadeira ressurreição em que o espírito comanda um corpo já sublime, que não é reconhecido de pronto pelos circunstantes e amigos porque deve trazer em si uma diferença que não conhecemos; essa ressurreição parece ser algo tal que a pessoa pode andar no chão mas não é obrigado a isso, pode comer mas não depende da comida, pode ir a qualquer lugar e nós não entendemos como. Jesus é o primeiro desta verdadeira ressurreição, mas não foi o primeiro do outro tipo, o ordinário.

    ResponderExcluir

Ajude-nos a melhorar nossa evangelização, deixe seu comentário. Lembre-se, no seu comentário, de usar as palavras orientadas pelo amor cristão.

CATEQUESE CRISTÃ CATÓLICA
"Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica"