sábado, 9 de janeiro de 2016

Evangelho Comentado do Dia 11/01/2016 - Segunda-feira Tempo Comum

1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! 

Primeira Leitura: Primeiro Livro de Samuel 1,1-8
Havia um homem sufita, oriundo de Ramá, no monte Efraim, que se chamava Elcana, filho de Joroam, filho de Eliú, filho de Tou, filho de Suf, efrainita. Elcana tinha duas mulheres; uma chamava-se Ana e a outra Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não tinha. Todos os anos, esse homem subia da sua cidade para adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor todo-poderoso, em Silo.

Os dois filhos de Heli, Ofni e Finéias, eram sacerdotes do Senhor naquele santuário. Quando oferecia sacrifício, Elcana dava à sua mulher Fenena e a todos os seus filhos e filhas as porções que lhes cabiam. A Ana, embora a amasse, dava apenas uma porção escolhida, pois o Senhor a tinha deixado estéril. Sua rival também a magoava e atormentava, humilhando-a pelo fato de o Senhor a ter tornado estéril.

E isso acontecia todos os anos. Sempre que subiam à casa do Senhor, ela a provocava do mesmo modo. E Ana chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: “Ana, por que estás chorando e não te alimentas? E por que se aflige o teu coração? Acaso não sou eu melhor para ti do que dez filhos?” - Palavra do Senhor.

Comentário: Samuel, filho totalmente inesperado, revela-se o homem da providência: sobre ele pesará o grave encargo de atender às instâncias do povo, que desejava ter um rei; receberá também de Deus a incumbência de sagrar o primeiro rei. Mas, antes que tudo isso aconteça, uma mulher está imersa na mais profunda tristeza; uma tristeza que as delicadas atenções do marido não conseguem afastar. Por que esta situação de injustiça? Por que à outra tantos filhos e a mim nenhum? Por que à outra as honras e a mim o desprezo?... Tantas perguntas sem resposta, em face da dor física e moral, em face das injustiças, das desigualdades em matéria de dinheiro, sucesso, capacidade, relações. O cristão, enquanto se esforça para promover um mundo mais justo e mais habitável, sabe ler nos acontecimentos alegres ou adversos o plano de Deus, que se realiza também através dos erros, incapacidade e maldade dos homens. O problema da esterilidade aflige muitos casais, mesmo num tempo em que só se fala de controle da natalidade e do aborto. Recorrer a Deus é sempre possível. (Missal Cotidiano)

Salmo: 115, 12-13. 14.17. 18-19 (R. 17a) Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor
Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.

Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido; nos átrios da casa do Senhor, em teu meio, ó cidade de Sião!

Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,14-20
Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. - Palavra da Salvação.

Comentários:

A pregação inicial de Jesus é um grande convite à mudança, e esta mudança tem como consequência o discipulado, o seguimento de Jesus. De fato, quem se converte verdadeiramente faz com que Jesus se torne o centro da sua própria vida e a razão da sua existência, e o discipulado é a grande manifestação dessa centralidade de Jesus, que pode acontecer tanto por meio das vocações de especial consagração, como a sacerdotal ou religiosa, como através da vocação laical, que leva o cristão a testemunhar a presença de Jesus em todos os meios em que vive e a ser fermento, sal e luz no meio da sociedade. (CNBB)

Dois traços marcaram o ministério de Jesus desde os seus primórdios. Jesus não foi um pregador solitário, apegado à tarefa recebida do Pai, sem partilhá-la com ninguém. Pelo contrário, ele quis contar com colaboradores que o ajudassem a levar a cabo sua missão. Os escolhidos foram pessoas simples, pescadores do lago da Galileia, cujas vidas se transformaram totalmente a partir do encontro com o Senhor. Eles foram convidados a deixar tudo e seguirem o Senhor, que lhes deu como missão saírem pelo mundo atraindo as pessoas para Deus. Um horizonte novo despontou para eles. Mas, o desafio lançado por Jesus foi acolhido com generosidade. Nada os impediu de fazer a ruptura em favor de Jesus. Outro traço do ministério de Jesus é que, ao chamar os discípulos e confiar-lhes uma missão, o Senhor deu a entender que sua obra deveria ser levada adiante e expandir-se a partir da sementinha lançada por ele. Jesus anunciou a chegada do Reino e realizou sinais indicadores de sua presença. No espaço de sua vida terrena, não se poupou no seu afã de fazer o Reino acontecer. Competiria aos discípulos levar adiante o anúncio da boa-nova, de modo que o apelo do Reino atingisse a todos sem distinção. O Senhor colocava diante deles um mar diferente, a humanidade inteira, onde a função de pescadores deveria ser continuada. Era hora de pescar muitas pessoas para Deus. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Jesus dá inicio a proclamação da Boa Nova não em Jerusalém centro das decisões, mas na Galiléia junto dos pobres e excluídos. João falava em conversão para perdão dos pecados, já Jesus ao anunciar o Reino, enfatiza que não é mais tempo de espera, a pertença a Deus através da pessoa de Jesus exige mudança radical, lembrando que a proximidade com o Reino não pode ser de forma estática e sim dinâmica. Jesus ao escolher seus seguidores não o fez junto ao templo, não se cercou dos doutores e mestres da lei, não buscou o apoio de pessoas bem sucedidas, na contramão da história Ele busca pessoas simples, sem instrução, “pescadores”. Você já se perguntou por que pescadores? Por que não artesãos ou pastores? A resposta é simples, o pescador representa aquele que não tem medo de se aventurar, que não tem medo do desconhecido. Ao receberem o chamado o evangelista registra que imediatamente largaram as redes e deixaram a família, ou seja, abandonaram toda segurança que tinham, tanto financeira como pessoal. Seguir Jesus exige uma tomada de decisão urgente, não representa negligenciar as responsabilidades da vida, mas também não pode ser para depois da aposentadoria, dos filhos criados, da segurança profissional... (Ricardo e Marta)



Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
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Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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