1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona:
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a
multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é
eterno.
Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a
compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 1,9-20
Naqueles dias, Ana
levantou-se, depois de ter comido e bebido em Silo. Ora, o sacerdote Eli estava
sentado em sua cadeira à porta do templo do Senhor. Ana, com o coração cheio de
amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas. E fez a seguinte promessa,
dizendo: “Senhor todo-poderoso, se olhares para a aflição de tua serva e te
lembrares de mim, se não te esqueceres da tua escrava e lhe deres um filho
homem, eu o oferecerei a ti por todos os dias de sua vida, e não passará
navalha sobre a sua cabeça”.
Como ela demorasse
nas preces diante do Senhor, Eli observava o movimento de seus lábios. Ana,
porém, apenas murmurava; os seus lábios se moviam, mas não se podia ouvir
palavra alguma. Eli julgou que ela estivesse embriagada; por isso lhe disse:
“Até quando estarás bêbada? Vai curar essa bebedeira!” Ana, porém, respondeu:
“Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho,
nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do
Senhor. Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso
da minha dor e da minha aflição que falei até agora”. Eli então lhe disse: “Vai
em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste”. Ela respondeu:
“Que tua serva encontre graça diante dos teus olhos”. E a mulher foi embora,
comeu e o seu semblante não era mais o mesmo.
Na manhã seguinte,
ela e seu marido levantaram-se muito cedo e, depois de terem adorado o Senhor,
voltaram para sua casa em Ramá. Elcana uniu-se a Ana, sua mulher, e o Senhor
lembrou-se dela. Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho e chamou-o
Samuel, porque – disse ela – “eu o pedi ao Senhor”. - Palavra do Senhor.
Comentário: A amargura, causada pelo
desprezo da outra mulher leva Ana a prostrar-se, quase desesperada, diante de
Deus. Dela sai uma oração cheia de humildade e confiança: "Senhor dos
exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva e vos
lembrardes de mim...". Ana compreendeu duas coisas importantíssimas: Deus
tem sua parte na vida de cada homem; quando as forças do homem nada mais podem,
a força de Deus ainda pode. Além disto, Ana também compreendeu que, se um filho
é obra de Deus, deve voltar a Deus.". ..eu o oferecerei ao Senhor durante
todos os dias de sua vida". Na vida de cada homem há a parte de Deus e a
parte de cada homem. A história de cada um de nós começa antes de nós, na
esperança de quem nos desejou e esperou. O amor de Deus e o amor dos pais estão
na origem de toda vida humana. (Missal Cotidiano)
Salmo:
1Sm 2,1.
4-5. 6-7. 8abcd (R. Cf. 1a) Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.
Exulta no Senhor meu coração, e se eleva
a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro
com a vossa salvação.
O arco dos fortes foi dobrado, foi
quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um
pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era
estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico,
é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do
lixo ele retira o indigente, para fazê-lo assentar-se com os nobres num lugar
de muita honra e distinção.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Marcos 1,21b-28
Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus,
num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam
admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não
como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um
espírito mau. Ele gritou: "Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para
nos destruir? Eu sei quem Tu és: tu és o Santo de Deus". Jesus o intimou: "Cala-te e sai
dele"!
Então o espírito mal sacudiu o homem com violência,
deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns
aos outros: "Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele
manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" E a fama de Jesus logo se
espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia. - Palavra da Salvação.
Comentários:
Jesus
tem como costume ensinar nas sinagogas e o conhecimento da fé é a maior arma
que o cristão tem para vencer o mal e o pecado, pois não só nos mostra o
caminho para chegarmos até Deus e o valor da verdade para nós, além de nos
revelar o amor que Deus tem por nós e a necessidade que temos de corresponder a
esse amor por uma vida santa para que possamos vencer toda sorte de mal que
venha a acontecer em nossas vidas e sentirmos o poder amoroso de Deus que se
faz presente na vida de todas as pessoas que acolhem o que Jesus veio revelar a
respeito de Deus e do seu Reino. (CNBB)
O
Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal que reagiram de imediato.
Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão
para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia
destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelas forças diabólicas do
mal. Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os
opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado,
os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso
dela. A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua
situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às
vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele,
porém, não se deixava intimidar e sua presença purificava o ser humano dos
espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão,
os beneficiários de Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino. Toda a
vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças demoníacas do mal. Com
sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história
humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e
do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
O
fardo imposto pelos doutores da lei era demasiadamente pesado, as proibições e
o número de regras a serem observadas chegavam a ser mesquinhas, no sábado não
só era proibido curar um doente, mas até visitá-lo, ou seja, a observância da
lei colocava o ser humano em segundo plano. As autoridades da época se veem
ameaçadas já que o ensinamento de Jesus difere dos demais, pois não se
restringe a palavras, mas a ações que libertam o homem da escravidão. Um misto
de admiração e espanto invade a população fazendo crescer a fama de Jesus, fama
esta que não lhe interessa. Sua missão não é a de tornar-se um curandeiro
famoso e sim implantar o Reino de Deus. (Ricardo e Marta)
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Fique com Deus e sob a
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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