1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona:
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a
multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é
eterno.
Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a
compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 4,1-11
Naqueles dias, os
filisteus reuniram-se para fazer guerra a Israel. Israel saiu ao encontro dos
filisteus, acampando perto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus, de sua parte,
avançaram até Afec e puseram-se em linha de combate diante de Israel. Travada a
batalha, Israel foi derrotado pelos filisteus. E morreram naquele combate, em
campo aberto, cerca de quatro mil homens.
O povo voltou ao
acampamento e os anciãos de Israel disseram: “Por que fez o Senhor que hoje
fôssemos vencidos pelos filisteus? Vamos a Silo buscar a arca da aliança do
Senhor para que ela esteja no meio de nós e nos salve das mãos dos nossos
inimigos”. Então o povo mandou trazer de Silo a arca da aliança do Senhor
todo-poderoso, que se senta sobre querubins. Os dois filhos de Eli, Hofni e
Finéias, acompanhavam a arca. Quando a arca da aliança do Senhor chegou ao
acampamento, todo Israel rompeu num grande clamor, que ressoou por toda a
terra.
Os filisteus,
ouvindo isso, diziam: “Que gritaria é essa tão grande no campo dos hebreus?” E
souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento. Os filisteus
tiveram medo e disseram: “Deus chegou ao acampamento!” E lamentavam-se: “Ai de
nós! Porque os hebreus não estavam com essa alegria nem ontem nem anteontem. Ai
de nós! Quem nos salvará da mão desses deuses tão poderosos? Foram eles que
afligiram o Egito com toda espécie de pragas no deserto. Mas coragem,
filisteus, portai-vos como homens, para que não vos torneis escravos dos
hebreus como eles o foram de vós! Sede homens e combatei! Então os filisteus
lançaram-se à luta, Israel foi derrotado e cada um fugiu para a sua tenda. O
massacre foi grande: do lado de Israel tombaram trinta mil homens. A arca de
Deus foi capturada e morreram os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias. - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: Quando os hebreus
consideravam a arca da aliança como o sinal visível da presença invisível de
Deus, este sinal alimentava sua fé. Nas batalhas, a presença da arca dava-lhes
a segurança de que o Senhor estava com eles. Depois, pouco a pouco, esmoreceu o
seu fervor e, com isso, também o respeito e a afeição pela arca. Nessa batalha
contra os filisteus, a arca foi esquecida. Só quando perceberam haver sofrido
grandes perdas é que se apressaram em retomá-la. Mas, então, a arca não era
mais um sinal, porque já não era a fé que lhes alimentava a vida. Consideravam
a arca um talismã mágico, um amuleto que os dispensa de rezar, jejuar e
converter-se. Os cristãos podem correr o mesmo perigo. Há os que relacionam sua
religiosidade com certos amuletos, a que dão grande valor: Crucifixo na parede,
bênção da casa, bênção do carro novo... coisas que só tem sentido quando são
verdadeiramente sinais de uma fé que existe no íntimo e é alimentada pelos
sacramentos, pela oração, pela caridade.
Salmo:
43,
10-11.14-15.24-25 (R. 26d) Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão
Porém, agora nos deixastes e
humilhastes, já não saís com nossas tropas para a guerra! Vós nos fizestes
recuar ante o inimigo, os adversários nos pilharam à vontade.
De nós fizestes o escárnio dos vizinhos,
zombaria e gozação dos que nos cercam; para os pagãos somos motivo de anedotas,
zombam de nós a sacudir sua cabeça.
Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis?
Despertai! Não nos deixeis eternamente! Por que nos escondeis a vossa face e
esqueceis nossa opressão, nossa miséria?
Evangelho
de Jesus Cristo segundo Marcos 1,40-45
Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e
de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão,
estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo
instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado.
Então Jesus o mandou logo
embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te
ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova
para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso
Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares
desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. - Palavra da Salvação.
Comentários:
Uma
das promessas que sempre estão presentes nas profecias do Antigo Testamento a
respeito dos tempos messiânicos é a cura da lepra. Isso acontece porque a lepra
era uma das doenças mais temidas entre as pessoas, principalmente porque uma
das suas consequências era a exclusão social e religiosa. Ao curar uma pessoa
da lepra, Jesus não apenas o livra da doença em si que a faz sofrer como também
a reintegra na vida social e religiosa. Por isso entendemos a alegria do homem
que foi curado, que fez com que ele não fosse capaz de guardar o fato só para
si, mas passou a divulgá-lo de tal modo que Jesus não podia mais aparecer em
público. (CNBB)
O
assédio das multidões fazia Jesus evitar as cidades e preferir os lugares
desertos, para onde acorria quem precisava de sua ajuda. Esta opção explica-se
pelo desejo de realizar sua missão com plena liberdade, sem ser pressionado
pelos ideais messiânicos, largamente difundidos nos meios populares. O deserto
era apropriado para ele se proteger. Mas é possível fazer uma interpretação
simbólica desta opção de Jesus. O imaginário da época reportava-se às agruras
do êxodo do Egito, quando pensava no deserto. Sendo desabitado, sem vegetação,
este se torna perigoso e mortífero. O deserto é lugar de provação. Nele é
preciso escolher entre confiar em Deus ou confiar em si mesmo e nas capacidades
pessoais de vencer os desafios. A configuração terrível do deserto gerou a
crença de que, nele, habita o Diabo, como se fosse o lugar escolhido, por ser
neutro, para o confronto com Deus. As cenas evangélicas da tentação são, por
isso, situadas no deserto, para onde Jesus é conduzido pelo Espírito. Escolhendo
o deserto como lugar de ação, Jesus combatia o inimigo da humanidade, dentro
dos domínios deste. Esta luta sem trégua marcou a ação do Mestre, pois a
implantação do Reino supunha a derrota das forças diabólicas. Ele as enfrentou
e venceu, com destemor. Sinal disto foram as curas e os milagres realizados nas
regiões desertas. Com a chegada de Jesus, o Diabo perdeu o poder de oprimir o
ser humano. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
O
leproso sabia da sua condição de excluído, como impuro e canal de impureza
jamais deveria cruzar sequer o caminho de alguém, mas confiando naquele que
trazia uma Boa Noticia, que anuncia um novo tempo, rompe a barreira do
preconceito, da lei que exclui e oprime e vai ao encontro de Jesus. Por sua
vez, Jesus não vira as costas a aquele que o procura, não se preocupa se também
se tornará um excluído, irrita-se com os sacerdotes e doutores que não buscam
dar melhores condições ao necessitado. A lepra era considerada um grande
castigo de Deus e só ele poderia reverter à situação, curar um leproso era a
mesma coisa que ressuscitar alguém, a ação de Jesus é sinal de que ele é
verdadeiramente o Messias. Já o motivo que levou Jesus a impedir o leproso de
divulgar a cura, tendo em vista que isso era uma coisa boa coisa e razão de
alegria, dava-se ao fato da má interpretação por parte do povo que passariam a
vê-lo como mais um grande profeta fazedor de milagres. (Ricardo e Marta)
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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Bela e profunda reflexão. Os textos foram interpretados com muito conhecimento e sabedoria.
ResponderExcluirObrigada