1ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona:
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a
multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é
eterno.
Oração do Dia: Ó Deus, atendei como o Pai às preces do vosso povo; dai-nos a
compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 9, 1-4.17-19; 10,1a
Havia um homem de
Benjamin, chamado Cis, filho de Abiel, filho de Seror, filho de Becorat, filho
de Afia, um benjaminita, homem forte e valente. Ele tinha um filho chamado
Saul, de boa apresentação. Entre os filhos de Israel não havia outro melhor do
que ele: dos ombros para cima sobressaía a todo o povo. Ora, aconteceu que se
perderam umas jumentas de Cis, pai de Saul. E Cis disse a seu filho Saul:
"Toma contigo um dos criados, põe-te a caminho e vai procurar as
jumentas". Eles atravessaram a montanha de Efraim e a região de Salisa,
mas não as encontraram. Passaram também pela região de Salim, sem encontrar nada;
e, ainda pela terra de Benjamin, sem resultado algum.
Quando Samuel
avistou Saul, o Senhor lhe disse: "Este é o homem de quem te falei. Ele
reinará sobre o meu povo". Saul aproximou-se de Samuel, na soleira da
porta, e disse-lhe: "Peço-te que me informes onde é a casa do
vidente". Samuel respondeu a Saul: "Sou eu mesmo o vidente. Sobe na
minha frente ao santuário da colina. Hoje comereis comigo, e amanhã de manhã te
deixarei partir, depois de ter revelado tudo o que tens no coração". Na
manhã seguinte, Samuel tomou um pequeno frasco de azeite, derramou-o sobre a
cabeça de Saul e beijou-o dizendo: "Com isto o Senhor te ungiu como chefe
do seu povo, Israel. Tu governarás o povo do Senhor e o livrarás das mãos de
seus inimigos, que estão ao seu redor". - Palavra do Senhor.
Comentário: Saul foi escolhido por Deus,
foi consagrado para libertar Israel do julgo dos filisteus. O profeta Samuel
ungiu Saul como rei e deu-lhe a saber qual seria sua missão. É bom lembrar que
Saul faz parte da menor das tribos de Israel, o que nos leva a refletir da
opção de Deus pelos humildes. Jesus não veio ao mundo sob a proteção dos
poderosos, mais aos cuidados de uma família pobre. Viveu cercado dos carentes e
entregou o seu Reino nas mãos de simples pescadores, e deixou para nós uma
lição: “Quem quiser ser o primeiro que se faça o último”. (Ricardo e Marta)
Salmo:
20(21),2-3.
4-5. 6-7 (R. 2a) Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra
Senhor, em vossa força o rei se alegra;
quanto exulta de alegria em vosso auxílio! O que sonhou seu coração, lhe
concedestes; não recusastes os pedidos de seus lábios.
Com bênção generosa o preparastes; de
ouro puro coroastes sua fronte. A vida ele pediu e vós lhe destes, longos dias,
vida longa pelos séculos.
É grande a sua glória em vosso auxílio;
de esplendor e majestade o revestistes. Transformastes o seu nome numa bênção,
e o cobristes de alegria em vossa face.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Marcos 2,13-17
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira mar.
Toda a multidão ia a seu encontro e Jesus os ensinava. Enquanto passava, Jesus
viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe:
"Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. E aconteceu que, estando à
mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam
à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.
Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram
que Ele comia com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram
aos discípulos: "Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?" Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: "Não são
as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para
chamar justos, mas sim pecadores". -
Palavra da Salvação.
Comentários:
Ser
coletor de impostos na época de Jesus era ser um pecador profissional. Por
isso, a escolha de Levi, ou Mateus, para ser discípulo de Jesus e ir comer na
casa dele com os outros cobradores de impostos e pecadores, significava que
Jesus comungava com eles, o que era muito grave. No entanto, esse fato nos
mostra que Jesus veio para nos mostrar o amor misericordioso de Deus, que havia
dito pelo profeta que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva e
que Deus quer que todas as pessoas participem do banquete do Reino definitivo.
(CNBB)
A
passagem de Jesus pela vida de Levi provocou nele uma transformação
considerável. Ele saiu imediatamente da marginalização sócio-religiosa para
ingressar no discipulado, ao aceitar o convite do Mestre, exigindo dele a
renúncia a uma atividade odiosa aos olhos de seus contemporâneos. Doravante,
Levi não seria mais um publicano, e sim um discípulo de Jesus. A opção
religiosa desse discípulo teve consequências também no plano social. Na
percepção de Jesus, porém, a mudança na vida de Levi deu-se num nível bem diverso.
A discriminação, devida à profissão de cobrador de impostos, era irrelevante
para o Mestre. Este procurava colocar-se acima dos preconceitos humanos.
Importava-lhe, antes, o que se passava no coração de Levi, sentado no seu local
de trabalho. Embora vivendo num ambiente corrompido e corruptor, sem dúvida,
ele mantinha um elevado padrão de religiosidade. Os preconceitos que recaíam
sobre sua categoria profissional não foram suficientes para levá-lo a apegar-se
aos bens materiais. Assim, quando Jesus passou, estava suficientemente livre
para segui-lo, sem restrições. Ninguém ficou sabendo da mudança operada na vida
de Levi, além dele mesmo, e do próprio Mestre. O homem de fé viu concretizar-se
o que, até então, era objeto de esperança. Seguir o Messias Jesus significava
ver realizada a promessa divina. Assim, mais que uma marginalização social,
Levi superou a verdadeira marginalização religiosa, ao se fazer discípulo do
Reino. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Jesus
continua andando na contramão, de uma única vez ele quebra três regras da “lei
da pureza”. O convite a Mateus um pecador publico feito da mesma forma que
ocorreu com Pedro, já esclarece que o Reino de Deus não exclui ninguém. Naquele
tempo, fazer uso de um objeto que foi tocado por um impuro, já fazia de você
impuro também. Sentar-se a mesa para comer com alguém era sinal de amizade e
respeito para com esse alguém. A atitude e a resposta de Jesus aos fariseus
geram conflito e repulsa, como pode uma pessoa que se diz enviado de Deus
unir-se aos pecadores. Apesar do mal-estar criado os discípulos entenderam que
era necessário destruir a barreira que impedia as pessoas de obter a salvação.
Jesus o portador da vida plena não podia pactuar com as leis que oprimiam. (Ricardo
e Marta)
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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