2ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona:
Salmo 65,4 Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e
cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo!
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra,
escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a nossa paz. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 17,32-33.37.40-51
Naqueles dias, Davi foi conduzido a Saul e lhe disse:
“Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”.
Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um
jovem, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. Davi respondeu: “O
Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também
das mãos deste filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja
contigo”.
Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco
pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa
para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu.
Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, quando
pôde ver bem Davi desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela
aparência. E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?”
E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. E acrescentou: “Vem, e eu
darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!”
Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo;
eu, porém, vou a ti em nome do Senhor todo-poderoso, o Deus dos exércitos de
Israel que tu insultaste! Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e
te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do
exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a
terra saiba que há um Deus em Israel. E toda esta multidão de homens conhecerá
que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o
Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”.
Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi,
este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. Davi meteu,
então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda,
atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua
testa e o gigante tombou com o rosto em terra. E assim Davi venceu o filisteu,
ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão,
correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e
acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais
valente, os filisteus fugiram. - Palavra do Senhor.
Comentário: A vida crista e é frequentemente
comparada com uma luta que devemos sustentar contra o poder do mal, dentro e fora de nós. O
cristão é chamado a combater pondo toda sua confiança no Senhor, "minha
Rocha que adestra minhas mãos para a luta" (Salmo). É necessário conhecer
com clareza o objetivo e coordenar com firmeza o trabalho em nossa vida
espiritual. "Esse governo de nós mesmos custa esforço, hoje mais do que
nunca. Dentro e fora de nós, a cada momento, encontramos dificuldades. E muitas
vezes as dificuldades tem aspecto ambíguo, são atraentes e tentadoras. Não foi
sem motivo que o Senhor inseriu na sublime oração do 'pai-nosso' a humilde
súplica. 'Não nos deixeis cair em tentação', o que equivale a pedir que ele não
permita que sejamos interiormente enganados pelas aparências de bem, ou que
sejamos sufocados pelos obstáculos à verdadeira liberdade da reta consciência,
ou ainda que, levados pelas lisonjas, acabemos cedendo à aquiescência e à
experiência do mal" (Paulo VI). (Missal Cotidiano)
Salmo:
143 (144),
1. 2. 9-10 (R. 1a) Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que
adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!
Ele é meu amor, meu refúgio, libertador,
fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a
meus pés.
Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos,
nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais
vosso servo Davi.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,1-6
Naquele tempo, Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali
um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em
dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e
fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o
bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada
disseram.
Jesus, então, olhou ao seu redor,
cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem:
“Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus
com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira
como haveriam de matá-lo. - Palavra
da Salvação.
Comentários:
A
vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da
dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece,
as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso
relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião
acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira
bruxaria. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais
fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a
partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus
procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo. (CNBB)
Jesus
sabia-se livre para fazer o bem, mesmo atropelando as tradições religiosas de
seu tempo. Sua liberdade, entretanto, podia ser mal entendida e tomada como uma
forma irresponsável de chocar a sensibilidade religiosa alheia. Ou, então, como
uma espécie de anarquismo, onde regras e normas são tranquilamente atropeladas.
Uma consciência profunda de ser servidor do Reino de Deus movia a ação de
Jesus. Enquanto servo, ele se colocava à disposição do Pai, cuja vontade estava
sempre pronto para cumprir. O desígnio do Pai era que o Reino acontecesse de
maneira efetiva na vida das pessoas, resgatando-as de tudo quanto pudesse
mantê-las cativas. A doença é uma forma de limitação da força vital concedida a
cada ser humano. Libertar-se dela é sinal de resgate do dom original de Deus.
Por isso, quando se tratava de recuperar a saúde de alguém, Jesus passava por
cima de todas as convenções religiosas. A pressão sofrida por parte dos
fariseus não intimidava Jesus. Ele não curava às escondidas, nem se preocupava
de saber se estava agradando ou não a seus críticos. Um homem foi curado no
meio da sinagoga repleta, num dia de sábado. Era inadmissível para Jesus vê-lo
com sua deficiência física e se omitir. Embora atraísse o ódio de muitos sobre
si, escolheu o caminho da fidelidade ao Pai, restituindo ao homem o pleno uso
de sua mão. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
SANTO DO DIA - MEMÓRIA FACULTATIVA
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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