2ª Semana do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Memória: SANTA INÊS - Virgem e Mártir
Prefácio Comum ou dos Santos - Ofício da Memória
Cor: Vermelho - Ano “C” Lucas
Antífona:
Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de
Cristo com sua lâmpada acesa.
Oração
do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as
criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos ao celebrar o
martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 18,6-9; 19,1-7
Naqueles dias,
quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as
cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando
alegremente ao som de tamborins e címbalos. E, enquanto dançavam, diziam em
coro: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”.
Saul ficou muito
encolerizado com isto e não gostou nada da canção, dizendo: “A Davi deram dez
mil, e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?” E, a partir
daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos. Saul falou a Jônatas, seu
filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas,
filho de Saul, amava profundamente Davi, e preveniu-o a respeito disso,
dizendo: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de
manhã, e fica oculto em um esconderijo. Eu mesmo sairei em companhia de meu
pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e
depois te avisarei de tudo o que eu souber”.
Então Jônatas falou
bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: “Não faças mal algum ao teu servo
Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, o que ele tem feito foi muito
proveitoso para ti. Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma
grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por
que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem
motivo?” Saul, ouvindo isto, e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: “Pela
vida do Senhor, ele não será morto!” Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo
isto. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como
antes. - Palavra do Senhor.
Comentário: Um fato está presente em todo
o curso da história da humanidade, a inveja, Davi servo fiel age em defesa de
Saul, não fez mais do que cumprir a ordem que recebeu. Infelizmente a
insegurança, o medo de perder o poder e a inveja, pois o povo saldava Davi com
gloria de um rei, deixou Saul cego a ponto de desejar a morte de um inocente. Fato
semelhante aconteceu com Herodes, que ao descobrir que povos distantes tinham
vindo prestar homenagem ao recém-nascido Jesus, encolerizou-se e arquitetou uma
verdadeira carnificina, tudo por receio de perder, posição social e bens
materiais. A advertência que está explicita no texto, é que devemos estar atentos,
vigilantes, pois mesmo estando trabalhando em prol de alguém ou alguma coisa,
sempre existirão pessoas inseguras - é fato que a inveja é fruto da insegurança
- que tentarão a todo custo nos destruir. (Ricardo e Marta)
Salmo:
55(56),
2-3. 9-10ab. 10c-11. 12-13 (R. 5bc) É no Senhor que eu confio e nada temo.
Tende pena e compaixão de mim, ó Deus,
pois há tantos que me calcam sob os pés, e agressores me oprimem todo dia! Meus
inimigos de contínuo me espezinham, são numerosos os que lutam contra mim!
Do meu exílio registrastes cada passo,
em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isso em vosso livro!
Meus inimigos haverão de recuar em
qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo!
Confio em Deus e louvarei sua promessa.
É no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal?
Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de
louvor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,7-12
Naquele tempo, Jesus se retirou para a beira do mar, junto
com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. E também muita gente da
Judéia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de
Tiro e Sidônia, foram até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele
fazia. Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por
causa da multidão, para que não o comprimisse.
Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os
que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. Vendo Jesus, os
espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” Mas
Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era. - Palavra da Salvação.
Comentários:
O
evangelho de hoje é uma continuação dos evangelhos anteriores e nos mostra que,
se por um lado, as autoridades religiosas da época de Jesus não concordavam com
o seu modo de agir e com os seus ensinamentos, por outro lado, a multidão cada
vez mais aderia aos seus ensinamentos e procurava em Jesus a solução para os
seus problemas, naturais ou espirituais. A visão institucionalizada da fé é
importante porque nos ajuda a viver comunitariamente o nosso relacionamento com
Deus, mas pode ser perigosa enquanto pode submeter o próprio Deus aos critérios
da razão humana ou legitimar, em nome de Deus, relacionamentos e costumes
meramente humanos que podem até ser opressores e excludentes. (CNBB)
Causa
estranheza o fato de os endemoninhados terem gritado que Jesus era o Filho de
Deus, fórmula própria de uma confissão de fé. Jesus reconheceu a verdade da
declaração deles e os proibiu severamente de ficarem dizendo quem ele era. É
notável que a exclamação não tenha sido feita pelas multidões, vindas de tantos
lugares diferentes, atraídas pela fama dos milagres realizados por Jesus. Era
de se esperar que elas proclamassem sua fé em Jesus. Antes, são os possessos os
proclamadores da condição divina de Jesus. A teologia evangélica quer mostrar
que Jesus, ao implantar o Reino na história humana, desbancou as forças do mal.
Evidentemente, elas não se contentavam de ver seu poder reduzido sem protestar.
E quando eram vencidas, sabiam muito bem quem as estava vencendo. A proclamação
pública da filiação divina de Jesus, posta na boca dos possessos, indica o
nível profundo em que Jesus estava atuando. Sua ação a serviço do Reino deu origem
a um autêntico combate onde as forças ocultas do mal foram desmascaradas e
confrontadas com um poder muito superior a elas. Não lhes restava senão
submeter-se e deixar o senhorio de Jesus acontecer na vida de quem era cativo.
A presença libertadora do Filho de Deus expulsava toda sorte de espírito imundo
instalado no coração humano. (Padre Jaldemir
Vitório/Jesuíta)
Jesus
sempre procurou esconder as curas exatamente para evitar o que estava
acontecendo, pessoas vindas de toda parte, não para escutar os seus
ensinamentos, mas pelo simples fato dos milagres. É notório que todas as vezes
que um demônio ficava frente a frente com Jesus, a primeira reação era
proclamar que ele era o Filho de Deus. Seria uma bela profissão de fé se não
fosse uma artimanha. A jogada era desestruturar Jesus, torná-lo vaidoso ou até
mesmo enganá-lo demonstrando um falso arrependimento (cair a seus pés), como
mão estava dando certo partiram para o plano “B”, fazer com que a fama de Jesus
se tornasse tão grande ao ponto de provocar a inveja e a ira dos sacerdotes. O
mais interessante é que os endemoniados reconheciam nas ações de Jesus a
presença do Messias, enquanto que as multidões só conseguiam enxergar um
curandeiro. E nós, o que enxergamos? - (Ricardo e Marta)
SANTO DO DIA - MEMÓRIA OBRIGATÓRIA
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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