Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona:
Salmo 65,4 Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e
cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo!
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra,
escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a nossa paz. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Primeiro Livro de Samuel 24,3-21
Naqueles dias, Saul
tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de
Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. E chegou aos
currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul
entrou para satisfazer suas necessidades.
Davi e seus homens
achavam-se no fundo da gruta e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente
é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que
faças dele o que quiseres’. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a
ponta do manto de Saul. Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter
feito aquilo, e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma
coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido
do Senhor”. Com essas palavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que
se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. Davi
levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!”
Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se.
E disse a Saul:
“Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te
mal? Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas
mãos, na gruta. Renunciando a matar-te! Poupei-te a vida, porque pensei: Não
levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, e meu pai.
Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este
pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em
mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. Que
o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a
minha mão contra ti. ‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio;
por isso, a minha mão não te tocará. A quem persegues tu, ó rei de Israel? A
quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! Pois bem! O Senhor seja juiz e
julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das
tuas mãos”.
Quando Davi
terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi? E
começou a clamar e a chorar. Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu,
porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. Hoje me revelaste a tua
bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste.
Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora
tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. Agora,
eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel”.
- Palavra do Senhor.
Comentário: Para quebrar a espiral da
violência, para romper a cadeia do ódio, só há um meio: o perdão. O perdão é a
vitória de Deus: muitos fatos da história dão prova disso; a história da
salvação é uma história de perdão. Mas é também a vitória do homem: renunciando
à vingança, à desforra, e por vezes, até a uma reivindicação justa, renovemos o
motivo da ira e a necessidade de fazer justiça. A Igreja e os cristão devem ser
no mundo promotores da paz, devem criar um clima de reconciliação., intercâmbio
e fraternidade em todos os níveis. Não há relacionamento humano, por mais leve
que seja, que não possa ser melhorado pelo perdão. É quase inútil recordar que
na medida que perdoamos os outros é que seremos perdoados. (Missal Cotidiano)
Salmo:
56(57),
2.3.-4.6.11 (R. 2a) Piedade, Senhor, tende piedade.
Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se
abriga a minh’alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a
tormenta, Senhor!
Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo,
a este Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os
meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade!
Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa
glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens
a vossa verdade!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,13-19
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis.
E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para
enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o
nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de
Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; André, Filipe, Bartolomeu,
Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes,
aquele que depois o traiu. - Palavra da
Salvação.
Comentários:
A
escolha dos doze apóstolos nos mostra a intenção que Jesus tem de formar o novo
povo de Deus que irá substituir o povo da Antiga Aliança. De fato, a escolha
dos doze não foi obra do ocaso, mas manifesta uma intenção. Assim como no
Antigo Testamento, Deus forma o povo de Israel a partir das doze tribos dos
descendentes de Abraão, a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança,
formado a partir dos doze apóstolos de Jesus, que ele escolheu e enviou com
poder para pregar e com autoridade para expulsar todo tipo de mal. Desse modo,
entendemos que a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança. (CNBB)
O
chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus.
Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo
estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo
para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham de que o Pai e seu Reino
constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo
quando ele dizia ou fazia. A presença dos doze, no ministério de Jesus,
expressa sua disposição de partilhar com eles a missão recebida do Pai. Como
Jesus, os doze teriam a tarefa de pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e
expulsar os demônios, manifestando, assim, a eficácia do Reino na vida de quem
era oprimido por forças malignas. Desde o início, o relacionamento entre Jesus
e seus companheiros de missão foi de proximidade e confiança. Não era usual
esta forma de os mestres tratarem seus discípulos. Em geral, a veneração do
discípulo pelo mestre exigia que se mantivesse uma respeitosa distância entre
eles. Era uma forma de sublinhar o desnível da relação: superioridade do mestre
- inferioridade do discípulo, sabedoria de um - ignorância do outro etc. Fazendo-se
próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre
irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de
sua missão e destino. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
SANTO DO DIA
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.
Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja
Católica
Se desejar receber nossas atualizações de uma forma
rápida e segura, por favor, faça sua
assinatura, é grátis.
Acesse nossa pagina: http://catequesecristacatolica.blogspot.com.br/ e cadastre seu e-mail para recebimento automático,
obrigado.


Nenhum comentário :
Postar um comentário
Ajude-nos a melhorar nossa evangelização, deixe seu comentário. Lembre-se, no seu comentário, de usar as palavras orientadas pelo amor cristão.
CATEQUESE CRISTÃ CATÓLICA
"Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica"