Prefácio da Paixão I - Ofício do dia
Cor: Roxo - Ano “C” Lucas
Antífona:
Salmo
17,48-49 Vós me livrais, Senhor, de meus inimigos; vós me fazeis
suplantar o agressor e do homem violento salvais!
Oração do Dia: Ó Deus de misericórdia, iluminai nossos corações
purificados pela penitência. E ouvi com paternal bondade aqueles a quem dais o
afeto. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Profecia de Daniel
3,14-20.24.49a.91-92.95 Enviou seu anjo e libertou seus servos
Naqueles
dias, o rei Nabucodonosor tomou a palavra e disse: “É verdade, Sidrac, Misac e
Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro
que mandei erguer? E agora, quando ouvirdes tocar trombeta, flauta, cítara,
harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a
prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes
adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual
é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?”
Sidrac, Misac
e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: “Não há necessidade de
respondermos sobre isto: se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode
livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas
mãos, ó rei. Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não
prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que
mandaste fazer”.
A estas
palavras, Nabucodonosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a
ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com
sete vezes mais fogo que de costume; e encarregou os soldados mais fortes do
exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de
fogo ardente. Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando
hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. Mas o anjo do Senhor tinha descido
simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros.
O rei
Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus
ministros: “Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio do fogo?”
Responderam ao rei: “É verdade, ó rei”. Disse este: “Mas eu estou vendo quatro
homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto
do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus”.
Exclamou
Nabucodonosor: “Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu
anjo e libertou seus servos, que puseram nele sua confiança e transgrediram o
decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro
Deus que não fosse o seu Deus.” - Palavra do Senhor.
Comentando a Liturgia: A proteção de Deus não é
sempre visivelmente maravilhosa e magnífica como na história dos três jovens.
Mas é necessário dar tempo ao desígnio de Deus, a fim de poder vê-lo em seu
conjunto, quer com relação a nós pessoalmente, quer na vida da Igreja. Então,
aquilo que parecia casual, repetitivo, falho, provisório, assume seu posto e
seu valor. Então, também de nossos corações pode prorromper, sincero e festivo,
o cântico de louvor a Deus. Ele já estava presente, já agia e nos libertava,
quando parecia inexistente, insignificante. Às vezes Deus "manda seu
anjo", ou seja, faz perceber exteriormente sua intervenção, mas sempre e
em toda parte os acontecimentos, em seu impulso fundamental, procedem dele e a
ele conduzem por caminhos misteriosos. Esta foi a fé dos três jovens e de todos
os mártires. Esta deve ser a nossa fé. (Missal Cotidiano)
Salmo:
Dn 3, 52. 53. 54. 55. 56 (R. 52b) A vós louvor, honra e glória eternamente!
Sede bendito, Senhor Deus de nossos
pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e
glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
No templo santo onde refulge a vossa
glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder
vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
Sede bendito, que sondais as
profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins
vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente!
Sede bendito no celeste firmamento. A
vós louvor, honra e glória eternamente!
Evangelho:
João 8,31-42 Se o Filho
vos libertar, sereis verdadeiramente livres
Naquele
tempo, Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na
minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade,
e a verdade vos libertará”. Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e
nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis
livres’?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo
aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não
permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se,
pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois
descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra
não é acolhida por vós. Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que
ouvistes do vosso pai”.
Eles
responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de
Abraão, praticai as obras de Abraão! Mas agora, vós procurais matar-me, a mim,
que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. Vós fazeis as
obras do vosso pai”. Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos
um só pai: Deus”.
Respondeu-lhes
Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que
eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”. - Palavra da
Salvação.
Comentários:
Em
que consiste a liberdade? A resposta a esta pergunta sempre nos parece clara,
mas só à primeira vista. O Evangelho de hoje nos mostra que os judeus pensaram
que eram livres e, no entanto, não eram, porque existem muitas formas sutis de
escravidão, sendo que as piores são as nossas tendências ao mal, as nossas
imaturidades e as nossas fraquezas, e são piores porque brotam no nosso
interior, nos enganando, porque pensamos que estamos fazendo a nossa vontade
quando na verdade estamos cedendo aos nossos desejos, que não nos deixam ser
livres. Somente permanecendo unidos a Cristo é que podemos vencer a nossa
natureza e sermos verdadeiramente livres. (CNBB)
Escravidão
e liberdade resultam da postura que as pessoas assumem, diante de Jesus e de
seu projeto. A liberdade brota da obediência ao Mestre, explicitada em forma de
comunhão e solidariedade, de maneira especial, com os mais fracos e pequeninos.
Este gesto de amor é possível quando o discípulo se liberta da tirania do
egoísmo, e se projeta para além de si mesmo. A escravidão acontece quando,
tiranizadas pelo egoísmo, as pessoas não são capazes de superar seus pequenos
interesses, abrindo-se para Deus e para o próximo. Existem religiosidades
falsamente libertadoras, que levam as pessoas a se apegarem a elementos
secundários, tornando-se incapazes de acolher o projeto de Deus. Jesus entrou
em atrito com gente deste tipo. O orgulho de pertencerem à descendência de
Abraão levava certas pessoas a se oporem, abertamente, a Jesus, o enviado do
Pai, e à sua proposta de conversão. Pensando ser filhos de Deus, acabavam por
se fazer filhos de outro pai. Não pode haver contradição no agir de quem provém
de Deus. Se rejeitam o Filho, é porque não estão enraizados no Pai. A missão de
Jesus consistiu em libertar a humanidade, fazendo-a conhecer a verdade. Não
podemos nos contentar com uma libertação apenas aparente e enganadora. Só Jesus
pode tornar-nos, efetivamente, livres. (Padre
Jaldemir Vitório/Jesuíta)
SANTO DO DIA
TEMPO
LITÚRGICO: QUARESMA
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Fique com Deus e sob a
proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja
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Jo 8,42 é mais um versículo mostrando que aqueles que publicaram a condenação do concílio de Niceia I não têm razão: neste concílio não se tratou de "endeusar" Jesus. Existe nos evangelhos trechos que mostram que Jesus conhecia sua origem e se apresentou realmente como Deus.
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