Prefácio pascal - Ofício próprio
Cor: Branco - Ano “C” Lucas
Antífona:
Salmo
70,8.23 - Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão de
alegria, aleluia!
Oração do Dia: Permanecei,
ó Pai, com vossa família e, na vossa bondade, fazei que participem eternamente
da ressurreição do vosso Filho aqueles a quem destes a graça da fé. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Atos dos Apóstolos 8, 1b-8
Naquele dia, começou uma grande perseguição contra a Igreja de
Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da
Judeia e da Samaria. Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram
grande luto por causa dele. Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas
e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. Entretanto,
aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. Filipe
desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. As multidões seguiam
com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam
os milagres que ele fazia. De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando
grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. Era
grande a alegria naquela cidade. - Palavra do Senhor.
Comentário: Com a morte de Estevão
abre-se para a Igreja um período de sofrimento e perseguição. Este fato,
humanamente triste, revela-se, “providencial" em uma leitura de fé. Sem
perseguição, não se sabe por quanto tempo permaneceria a Igreja em Jerusalém.
Paradoxalmente, é o Espírito que a dirige por meio da perseguição, impele-a
para os samaritanos, povo semi-hebreu, desprezado e rejeitado. Temos, assim, o
universalismo querido por Jesus. É o mistério pascal que se vai realizando: a
vida vem da morte, do sofrimento. Com o anúncio da Palavra, o diácono Filipe
leva aos samaritanos libertação e alegria. A alegria é dom do Espírito e fruto
da fé que segue à pregação. Homens que somos de pouca fé, não sabemos ler nos
fatos os sinais dolorosos do Espírito. Para a Igreja, os dias de sofrimento,
crise e contestação são dias ricos de uma graça desconhecida, graça nova e
gloriosa em seu caminho para o Pai. (Missal Cotidiano)
Salmo:
65, 1-3a.
4-5. 6-7a (R.1) Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,
cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a
Deus: “Como são grandes vossas obras!
Toda a terra vos adore com respeito e
proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus
prodígios estupendos entre os homens!
O mar ele mudou em terra firme, e
passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para
sempre com poder!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,35-40
Naquele tempo, disse Jesus à
multidão: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em
mim nunca mais terá sede. Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não
acreditais. Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os
afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade
daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não
perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Pois
esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a
vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. - Palavra da Salvação.
Comentários:
A fé
em Jesus Cristo é fundamental para a compreensão da eucaristia e para que se
possa desfrutar deste sacramento, fundamental para a nossa vida espiritual, uma
vez que ele é fonte de vida eterna. A vontade do Pai, ao enviar Jesus, é que
todas as pessoas acreditem que Jesus é o seu enviado, o seu Filho amado, para
que possam ser salvos por ele, e assim não se perca nenhum dentre os seus
filhos e filhas. E, para que ninguém se perca, o Pai concede a quem vê e crê no
seu Filho a vida eterna. É preciso que as pessoas vejam Jesus, creiam nele,
participem da eucaristia, o sacramento do penhor da vida eterna, para que Jesus
as ressuscite no último dia. (CNBB)
Ao
afirmar ser o pão da vida, Jesus estava evocando um fato importante da história
de Israel, o êxodo do Egito e a longa travessia pelo deserto, onde o povo,
faminto e sedento, foi saciado pela Providência divina. Aliás, jamais o povo
viu-se privado de pão e água, naquela circunstância delicada de sua história,
pois Deus caminhava com ele. Da mesma forma, a Providência divina jamais deixou
de agir em favor da humanidade. Sua bondade manifestou-se, de forma grandiosa,
ao saciar, definitivamente, a fome e a sede da humanidade, por meio de seu
Filho Jesus. Quem dele se acerca, não terá mais fome nem sede. Antes, poderá
estar certo de ter forças para alcançar à meta da caminhada. A evocação do
êxodo oferece uma perspectiva particular para considerar quem, na fé, adere ao
Ressuscitado. O cristão faz parte do verdadeiro povo de Deus, a caminho para a
casa do Pai. É o êxodo definitivo, durante o qual defronta-se com toda sorte de
desafios, correndo o risco de não perseverar até o fim. Sabendo-se saciado pelo
alimento celeste - Jesus -, o cristão recobra as forças, e não se deixa abater
pelos reveses da vida. A Eucaristia sacramentaliza esta experiência de fé.
Alimentando-se com o pão eucarístico os cristãos revigoram sua fé no Senhor
ressuscitado. É o alimento verdadeiro. Engana-se quem imagina poder enfrentar o
deserto do mundo, sem contar com ele. (Padre
Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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obrigado.

Muitas pessoas leem este evangelho e entendem que, se estão crendo na pessoa Jesus, esta promessa está assegurada. Na verdade, "CRER" significa passar a viver como quem crê. Se a pessoa diz: "eu creio mas não dou conta de viver assim" é porque não creu. Quem crê é aquele que faz.
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