12ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio próprio - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Antífona: Salmo 27,8-9 O Senhor é a
força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso
povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos.
Oração do Dia: Senhor, nosso
Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais
de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
Primeira Leitura: Segundo Livro dos
Reis 24,8-17
Joaquim tinha
dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe
chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. E ele fez o mal diante do
Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito.
Naquele tempo, os
oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a
cidade foi sitiada. Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a
cidade, enquanto seus soldados a sitiavam. Então Joaquim, rei de Judá,
apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e
seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros. Isto aconteceu no
oitavo ano de seu reinado. Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do
Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei
de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia
anunciado. Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos
os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e
serralheiros; só deixou a população mais pobre do país. Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo
modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei,
seus eunucos e todos os nobres do país. Todos os homens fortes, num total de
sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens
capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da
Babilônia. E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias,
mudando-lhe o nome para Sedecias. -
Palavra do Senhor.
Comentário: As deportações em massa são
um fato doloroso em todos os tempos. Os povos erradicados conservam no coração
a ferida aberta. Muda todo o quadro de vida. Desaparecem os mil pontos de
referência que tornam familiar o ambiente em que se vive. Só perduram as
relações “internas”. Se conseguirem força suficiente, podem encontrar motivo
para um período de reflexão que pode ter resultados positivos. Foi dito que a
independência das novas nações afro-asiáticas de nosso século amadureceu nos
cárceres e campos de concentração. Para os cabeças da rebelião, este foi um
período de forçada reflexão crítica. Ai foram delineados os planos que depois
se desenrolaram, logo que o permitiram as condições externas. Também o evento
catastrófico que feriu o povo eleito foi valorizado pelos profetas como período
de fecunda, embora dolorosa reflexão. Nas provações, quando tudo desmorona em
volta de nós, criam-se em nós possibilidades de renovação. A Escritura não
transfere a responsabilidade de deportação a causas externa, ao inimigo
Nabucodonosor. Este foi apenas instrumento. Na infidelidade dos chefes e dos
que os seguiram é que esteve a raiz do mal. Talvez seja este um tema de
reflexão também para nossos ambientes, nos quais se fala com demasiada
facilidade da “maldade que nos oprime”, antes que de nossa infidelidade, que a
provoca. (Missal Cotidiano)
Salmo: 78,1-2. 3-5. 8. 9
(R. 9b)
Por
vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!
Invadiram vossa
herança os infiéis, profanaram, ó Senhor, o vosso templo, Jerusalém foi
reduzida a ruínas! Lançaram aos abutres como pasto os cadáveres dos vossos
servidores; e às feras da floresta entregaram os corpos dos fiéis, vossos
eleitos.
Derramaram o seu
sangue como água em torno das muralhas de Sião, e não houve quem lhes desse
sepultura! Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, um objeto de desprezo e
zombaria para os povos e àqueles que nos cercam. Mas até quando, ó Senhor,
veremos isto? Conservareis eternamente a vossa ira? Como fogo arderá a vossa
cólera?
Não lembreis as
nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos
humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e
vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
Evangelho de Jesus
Cristo segundo São Mateus 7,21-29
Naquele tempo, disse Jesus aos
seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’,
entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que
está nos céus. Naquele dia, muitos vão me
dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu
nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos
milagres? Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim,
vós que praticais o mal.
Portanto, quem ouve estas minhas
palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa
sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a
casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro
lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem
sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as
enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína
foi completa!” Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões
ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem
autoridade e não como os mestres da lei. - Palavra da Salvação. - Palavra da Salvação.
Comentários:
O
discípulo do Reino é convidado a aderir à mensagem de Jesus, de modo a deixá-la
permear todos os meandros de sua existência e levá-lo a agir de maneira
compatível com sua opção. Não basta uma aceitação puramente intelectual da
mensagem. Nem, tampouco, limitar-se à profissão verbal da fé em Jesus. A
condição de discípulo é expressa com a vida. Pautar a vida pelas palavras de
Jesus é sinal de sensatez. Uma vida assim alicerçada prepara o discípulo para
enfrentar toda sorte de contradições e dificuldades, sem se deixar abalar.
Embora seu modo de vida o transforme em alvo de seus adversários, nem por isso
ele pensa em desanimar. Antes, continua impávido seu caminho. Não pautar a vida
pelas palavras de Jesus é sinal de insensatez. A condição de discípulo, neste
caso, não passa de mera formalidade. Jesus não chega a ser realmente o Senhor
de sua vida. Resultado, será incapaz de manter-se de pé quando sua fé for
submetida à prova. Então, será revelada a fragilidade de sua opção pelo Reino. Jesus
denunciou a existência de pessoas deste segundo tipo na comunidade cristã. Eles
profetizavam, exorcizavam, faziam milagres em seu nome. Mas, ele mesmo declara
desconhecê-los. Pelo fato de não se submeterem, realmente, à vontade do Pai do
céu, seu agir aparentemente bom se tornava prática de iniquidade. Eles não eram
discípulos. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Ouvir
e praticar: uma receita de solidez. Quem se recusa a ouvir a Palavra de Deus,
escolhe sua própria ruína. Mas quem ouve a Palavra e não a põe em prática, terá
idêntico destino. Quando decidiram construir a usina nuclear de Angra dos Reis,
RJ, escolheu-se o local que os indígenas chamvam Itaorna. E os técnicos (sempre
eles!) não levaram em conta que, etimologicamente, esse nome significava “pedra
podre”. Quando a edificação subiu, o terreno começou a ceder, exigindo um custo
muito elevado na injeção de concreto para sustentar os alicerces. Jesus fala de
duas casas: uma construída sobre a areia, outra sobre a rocha firme. Com os
ventos e as chuvas da estação, a primeira desmoronou, enquanto a segunda ficava
de pé. Com essas imagens, o Mestre quer mostrar que nossa vida não terá solidez
sem os fundamentos de sua Palavra. Hoje, as famílias sofrem pesado ataque do
demônio, que se vale da televisão para injetar nas artérias familiares as
toxinas do consumismo, do hedonismo (busca do prazer sem freios), da mentira,
da violência, do egoísmo e – por que não falar? – da futilidade. Especialmente
nas novelas, todos os valores familiares são objeto de zombaria e de desprezo.
Valores como fidelidade, virgindade, dedicação ao trabalho, sacrifício pelos
outros, etc., são sistematicamente contestados. Ao mesmo tempo, estimula-se o
homossexualismo, a esperteza dos ladrões de casaca, a rebeldia dos filhos e o
direito ilimitado de seguir as próprias paixões. A coisa é tão clara e
explícita, tão demoníaca, que deveríamos perguntar por que motivo os pais ainda
ligam a TV para seus próprios filhos... É claro que a “palavra” do paganismo
semeada pelos meios de comunicação está ocupando o lugar da Palavra de Deus em
tantas famílias. Os responsáveis edificam sobre areia movediça. A catástrofe é
questão de tempo. Quando o Edifício Palace 2 ruiu, no Rio, o responsável foi
devidamente crucificado. Mas os pais que expõem seus filhos a esse cruel
bombardeio de paganismo cometem um crime muito mais grave, comprometendo a
salvação eterna daqueles que Deus lhes confiou. Até quando ficarão
inconscientes? (Antônio Carlos Santini / Com. Católica Nova Aliança)
Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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