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HOMILIA DIÁRIA - PAPA FRANCISCO

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Liturgia Diária Comentada 07/06/2017 quarta-feira

9ª Semana do Tempo Comum - 1ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano “A” Mateus

Antífona: Salmo 24,16.18 - Olhai para mim, Senhor, e tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz. Vede minha miséria e minha dor e perdoai todos os meus pecados!

Oração do Dia: Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Primeira Leitura: Livro de Tobias 3,1-11a.16-17a

Naqueles dias, tomado de grande tristeza, pus-me a suspirar e a chorar. E depois, comecei a rezar, entre gemidos: "Senhor, tu és justo, e justas são todas as tuas obras. Todos os teus caminhos são misericórdia e verdade e és tu quem julga o mundo. Agora, Senhor, lembra-te de mim, olha para mim, e não me castigues por causa de meus pecados, de minhas transgressões ou de meus pais, que pecaram diante de ti. Porque não obedecemos aos teus preceitos, entregaste-nos à pilhagem, ao cativeiro e à morte, e fizeste de nós assunto de provérbios, alvo de zombaria e de injúria em todas as nações, entre as quais nos dispersaste.


Agora, porém, vejo que são verdadeiros os teus numerosos julgamentos, quando me tratas segundo os meus pecados e os pecados de meus pais, pois não cumprimos teus mandamentos nem caminhamos na verdade diante de ti. Trata-me, pois, como te aprouver. Ordena que seja retomado de mim o meu espírito, para que eu desapareça da face da terra e me transforme em terra. Para mim é melhor morrer do que viver, pois tenho ouvido injúrias caluniosas e sinto em mim profunda tristeza.

Senhor, ordena que eu seja libertado desta angústia. Deixa-me ir para a morada eterna e não afastes, Senhor, de mim a tua face. Para mim é preferível morrer a ver tão grande angústia em minha vida, ouvindo ainda tais injúrias".

Naquele mesmo dia, Sara, filha de Raquel, que morava em Ecbátana, na Média, teve também de ouvir injúrias de uma das escravas de seu pai. Ela fora dada em casamento a sete homens, mas o perverso demônio Asmodeu havia-os matado, antes de estarem com ela, como esposa. A escrava disse-lhe: "És tu que sufocas teus maridos! Já foste dada a sete homens e de nenhum até agora tiveste proveito. Por que nos espancas por terem morrido os teus maridos? Vai-te embora com eles e jamais vejamos filho ou filha nascidos de ti!"

Naquele dia, Sara ficou com a alma cheia de tristeza e pôs-se a chorar. E subiu ao aposento de seu pai, no andar superior, intenção de se enforcar. Mas, pensando melhor, disse consigo mesma: "Não quero que venham injuriar a meu pai e diz-lhe: 'Tinhas uma filha muito querida e ela enforcou-se por causa de suas desgraças'. Assim eu faria baixar à sepultura a velhice amargurada de meu pai. É melhor para mim, em vez de me enforcar, pedir ao Senhor que me faça morrer, para não mais ouvir injúrias em minha vida". No mesmo instante, estendendo as mãos em direção à janela, fez esta oração: "Tu és bendito, Deus de misericórdia, e é eternamente o teu nome!" Na hora, a prece dos dois foi ouvida perante a glória de Deus. E Rafael foi enviado para curar a ambos. - Palavra do Senhor.

Comentário: O mal fustiga de diversas maneiras um pai ancião e uma jovem viúva: ele, bondade desventurada e escarnecida; ela, inocência sofredora e insultada. Impotentes, sem outro refúgio senão a morte (até o suicídio), mas sinceramente confiantes, voltam-se para Deus. Seu apelo apaixonado é melhor do que o que sabem pedir: como crianças, não veem além dos seus casos, não vislumbram soluções, mas rezam. O autor acentua o estado de alma de quem está psicologicamente em situação extrema, para ressaltar a novidade da intervenção de Deus. Suas súplicas sobem juntas, Deus as recebe e faz reverter tudo em bem: dá vida, vista, alegria, amor, posteridade. Nós, cristãos, sabemos que importa forcejar e lutar, mas a oração tem sempre o primeiro lugar. (Missal Cotidiano)

Salmo: 24, 2-4a. 4b-5ab. 6-7bc. 8-9 (R. 1b)
A vós, Senhor, eu elevo a minha alma

Senhor meu Deus a vós elevo a minha alma, em vós confio: que eu não seja envergonhado triunfem sobre mim os inimigos! Não se envergonha quem em vós põe a esperança, mas sim, quem nega por um nada a sua fé.

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos. Fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. Em vós espero, ó Senhor, todos os dias!

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão, reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,18-27

Naquele tempo, vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: "Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão".

Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!

Jesus respondeu: "Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: 'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados". - Palavra da Salvação.

Comentários:

A pergunta que os saduceus fizeram a Jesus revelou uma grosseria teológica. Por não aceitarem a ressurreição, imaginaram poder confundi-lo com um casuísmo sem fundamento. Assim é que se deve entender a história da mulher que se casou, sucessivamente, com sete irmãos, e, por fim, ela própria morreu. De qual dos sete irmãos seria esposa para na ressurreição? Jesus questionou a teologia subjacente à problemática assim apresentada. Ela supõe que Deus seja tão sem criatividade, a ponto de dever repetir, na vida eterna, o mesmo esquema da vida terrena, devendo resolver as aporias pendentes da presente vida. Esta imagem de Deus foi posta sob suspeita. Por seu poder divino, a experiência da ressurreição consiste numa nova criação, cuja perfeição deve ser entendida a partir de novos parâmetros. As relações interpessoais não serão uma cópia do modo de vida terreno. Simbolicamente, Jesus afirma que os seres humanos ressuscitados "serão como anjos no céu", sem estarem sujeitos à contingência da morte, sem necessidade de reproduzir-se e assegurar descendência. A dificuldade de os saduceus aceitarem a ressurreição dependia do esquema teológico que eles tinham. Por isto, incorriam em erro. O Deus de Jesus, no entanto, é bem diferente! (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)

Antes eram os fariseus, agora são os saduceus a enfrentar Jesus. Um grupo religioso formado pela elite sacerdotal que não acredita na ressurreição nem tampou nos anjos, rejeita a doutrina dos fariseus e só aceita a Torá (Lei). Como responder de forma convincente a pessoas que desconhecem as Escritura, mas parece que não ficava só por ai, parece que também desconheciam o poder de Deus. Jesus recorre a Moises e relembra, o nosso Deus é o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, é o Deus dos vivos e não dos mortos. Humanamente falando torna-se quase impossível entender a colocação do Messias já que o poder, a misericórdia e o amor infinito do Pai só serão compreendidos através da fé. A ideia de que a vida dos ressuscitados seria uma continuação da vida imperfeita a partir do ponto em que parou com a morte, vai de encontro a toda visão de plenitude e abundância anunciada na Boa Nova, por isso Jesus afirma que seremos como os anjos no céu. (v.25) (Ricardo e Marta)

Fonte: CNBB - Missal Cotidiano (Paulus)

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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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