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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Imitemos a Família de Nazaré - Felipe Aquino

Não é à toa que após o Natal a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família de Nazaré. Cristo quis entrar na nossa história pela mesma porta que entramos no mundo, porque a família é base do plano de Deus para a existência da humanidade.

Jesus não precisava ter uma família, pois não teve um pai natural entre os homens. Ele foi gerado pelo Espirito Santo, pois nenhum homem poderia fazer a Virgem Imaculada conceber o Verbo a ser encarnado. Mas Jesus quis ter uma Família, quis iniciar a obra da Redenção pela família para restaurar a base da humanidade.

Os Santos Padres disseram que o Filho de Deus começou sua obra pela família.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O SIM que mudou a história da humanidade - Felipe Aquino

O SIM de Maria dito ao Arcanjo Gabriel foi determinante para dar início à História da nossa Salvação…

Santo Agostinho disse que: “Adão, sendo homem, quis tornar-se Deus e perdeu-se. Cristo, sendo Deus, quis fazer-se homem para a salvação do homem. Por seu orgulho o homem caiu tão baixo que só podia ser levantado pelo abaixar-se de Deus”.

O pecado original nos fez perder a filiação divina; a humanidade foi expulsa do paraíso; e só poderia se reconciliar com Deus se houvesse a salvação por meio de Deus mesmo.

Mas, para que o Filho de Deus pudesse se tornar também homem, e nosso Salvador, sem deixar de ser Deus, era preciso que fosse concebido por uma mulher. Desde a queda de Adão e Eva Deus já tinha prometido que a salvação da humanidade viria por meio de uma Mulher, já que o demônio seduziu a primeira mulher para injetar seu veneno na sua descendência. Deus disse à Serpente maligna: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gen 3,15). Esta Mulher prometida no Protoevangelho era Maria.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Qual é o melhor presente que podemos ofertar a Jesus?

Na Santa Ceia, narrado nos quatro capítulos, de 14 a 17, pelo evangelista São João, despedindo-se dos Apóstolos na véspera de sofrer a Sua dolorosa Paixão, Jesus fez várias recomendações. Começou dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14,6). Ai está uma indicação segura de como presentear Jesus no Seu Natal. Tomá-lo como único Caminho da nossa vida; a Verdade a nos guiar em tudo o que fizermos, a Vida a viver em comunhão com Ele.

Depois Jesus disse algo marcante: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14,15). “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele” (João 14,21). “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou” (João 14,23).

Ele ainda repetiu: “Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor” (João 15,10).Ele já tinha dito no Sermão da Montanha que “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Como levar os pais para Deus? - Prof. Felipe Aquino

“Quanto mais difícil for para você, jovem, amar e honrar os seus pais, por causa dos seus defeitos, tanto mais você terá méritos diante de Deus e tanto mais será recompensado e abençoado.”

É impressionante notar como Deus valoriza a figura dos pais por causa da missão importantíssima de gerar e educar os filhos. O destaque aos pais começa pelo fato de um dos Mandamentos, o quarto, ser dedicado a eles: “Honrar pai e mãe”. Algo muito sério.

São Paulo nota que “este é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa”: “Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra” (Dt 5,16; Ef 6,2). “Honra teu pai e tua mãe, para que os teus dias se prolonguem na terra que o Senhor, teu Deus, te dará” (Ex 20,12).

Perceba como Deus abençoa copiosamente o filho que ama e honra os pais. Fazendo eco a essas palavras o Papa João Paulo II, diz na Carta às Famílias: “Honra o teu pai e a tua mãe”, porque eles são para ti, em determinado sentido, os representantes do Senhor, aqueles que te deram a vida, que te introduziram na existência… Depois de Deus são eles os teus primeiros benfeitores… E por isso: honra os teus pais! Há aqui uma certa analogia com o culto devido a Deus” (CF, 15).

sábado, 22 de outubro de 2016

A família ontem e hoje - Felipe Aquino

 família é tão importante que Jesus quis entrar na nossa história por ela!

O Papa João Paulo II chamava a família de “Santuário da vida” (Carta às Famílias, 11), “lugar sagrado da vida”. Ao desejar que a humanidade existisse, Deus estabeleceu a sua base: a família, a união de um homem com uma mulher, crescendo mutuamente no seu amor e gerando os filhos para esta vida e a eternidade.

É na família que a vida humana surge como de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família, guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida. O Concílio Vaticano II já a tinha chamado de “a Igreja doméstica” (Lumen Gentium, 11) onde Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (Gaudium et Spes, 47). A Igreja ensina, enfim, que “a família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade” (CIC, § 2207).

sábado, 8 de outubro de 2016

O que é o pecado contra o Espírito Santo?

Algumas pessoas nos perguntam o que é este pecado. Antes de tudo é preciso entender que não é um pecado como os demais; isto é, um ato: roubar, matar, prostituir, adulterar, corromper, mentir, etc. Trata-se de uma ofensa grave ao próprio Deus na Pessoa do Espírito Santo. De que forma?

No §1864 o Catecismo da Igreja explica:

“Aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não terá remissão para sempre. Pelo contrário, é culpado de um pecado eterno” (Mc 3,29). A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna”.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A tentação de Jesus no deserto - Prof. Felipe Aquino

O deserto nos leva a perguntar a nós mesmos: o que é mais importante na minha vida?

Jesus começou sua vida pública, para inaugurar o Reino de Deus entre nós, e levar a cabo a nossa salvação, sendo batizado no rio Jordão pelo Batista, apesar dos protestos de João, fazendo-se solidário com os pecadores, e assumindo a figura de Servo de Javé (Is 53), sofredor, para cumprir toda a justiça. É o que o mesmo João já tinha anunciado a seus discípulos: “Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

Como chefe de um Corpo Místico, Ele assume sobre si os pecados da humanidade diante da Justiça divina; e começa a expiá-los nos quarenta dias de jejum e oração que passa no deserto. Ali Ele enfrenta Satanás, o mesmo que tinha vencido Adão e Eva no Paraíso; agora Jesus, como o novo Adão, vai vencê-lo e começar a nos arrancar de seu jugo.

O Evangelista nos diz que “cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo demônio” (Lc 4,1). Ali Jesus o venceu, e nos ensinou como nós também devemos vencer as tentações: com jejum, mortificação, oração e a Palavra de Deus que Ele lançou três vezes no rosto de Satanás, sem que este pudesse resisti-la, e recua.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Por que se confessar?

A Penitência é um sacramento que nos auxilia na caminhada nesta estrada difícil rumo ao céu.

Jesus veio ao nosso mundo para tirar o pecado; como disse São João Batista, “Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).

O Filho de Deus não veio a este mundo para outra finalidade, senão esta. E para isso pregou o Evangelho da Salvação, instalou o Reino de Deus entre nós, instituiu a Igreja para levar a cabo esta missão de arrancar o pecado da humanidade, e morreu na Cruz, para com sua morte e ressurreição nos justificar diante da Justiça divina.

Com o preço infinito de Sua Vida, Ele pagou o nosso resgate, reparou a ofensa infinita que nossos pecados fazem contra a infinita Majestade de Deus. E deixou com a Sua Igreja a incumbência de levar o perdão a todos os que crerem no Seu Nome. É por meio da Confissão (= Penitência, Reconciliação) que a Igreja cumpre a vontade de Jesus de levar o perdão e a paz aos filhos de Deus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Setembro, o mês da Bíblia - Igreja Católica

“Quão saborosas são para mim vossas palavras, mais doces que o mel à minha boca”. “Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho” (Sl 118,103.105).

A Igreja no Brasil dedica o mês de setembro a Bíblia. Sem dúvida é uma iniciativa muito importante. A motivação vem do fato da Igreja celebrar em 30 de setembro a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo, que a pedido do Papa Dâmaso (366-384) preparou uma boa tradução da Bíblia em latim, a partir do hebraico e do grego; a chamada Vulgata. Foi um trabalho gigantesco que demandou cerca de 35 anos nas grutas de Belém, onde ele fazia esse oficio, vivendo uma austera vida de oração e penitência.

São Jerônimo dizia que quem não conhece os Evangelhos não conhece Jesus.

São Jerônimo (347-420), chamado de “Doutor Bíblico”, nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina; sabia o grego, latim e hebraico. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Em 379, foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino de Antioquia; foi ouvinte de São Gregório Nazianzeno e amigo de São Gregório de Nissa. De 382 a 385 foi secretário do Papa São Dâmaso. Pregava o ideal de santidade entre as mulheres da nobreza romana (Marcela, Paula e Eustochium) e combatia os maus costumes do clero. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor a Igreja e à Sé de Pedro.

Conhecer a Palavra de Deus é fundamental para todo cristão. A Carta aos hebreus diz que “a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

domingo, 21 de agosto de 2016

A Bíblia é Infalível?

O conceito de inspiração implica na inerrância bíblica, em sua infalibilidade. No entanto, devemos compreender a extensão dessa infalibilidade…

Todas as coisas possuem limites: não é diferente para a Bíblia!

Não poucas vezes, nos defrontamos com pessoas que querem “provar” a todo custo que a Bíblia está cheia de erros científicos, não possui harmonia entre seus vários livros, cai diversas vezes em contradição e tem diversas passagens lendárias. E chegam a exemplificar:

Ao abandonar seus pais, com quem Caim se casou, já que não havia mulheres filhas de Adão e Eva? (Gn 4,17);

Quantos soldados havia em Israel e em Judá? 800 mil e 500 mil, respectivamente, segundo 2Sm 24 ou 1100 e 470 mil, respectivamente, segundo 1Cr 21?;

Mateus atribui ao profeta Jeremias uma profecia de Zacarias (Mt 27,9);

Judas se suicidou por enforcamento (Mt 27,5) ou por pular em um precipício (At 1,18)?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O que é indulgência plenária? Como alcançá-la no Ano da Misericórdia?

A doutrina e o uso das indulgências na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, e vem dos Apóstolos.

“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Norma 1 do Manual das Indulgências) 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Por que rezar? - Prof. Felipe Aquino

Para os exercícios espirituais da Quaresma a Igreja recomenda o jejum, a esmola e a oração, além de outras práticas como a meditação da Palavra de Deus, a Via-sacra, as peregrinações aos santuários, a Confissão, etc.

Sem oração é impossível caminhar na fé e fazer a vontade de Deus. Ela é a nossa força; por ela os santos chegaram à santidade; e, sem ela ninguém experimentará a glória e o poder de Deus. O Senhor Jesus nos manda “orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1), e São Paulo nos recomenda: “Orai sem cessar” (1Ts 5,17). Jesus foi muito claro, “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). 

sábado, 7 de maio de 2016

A Bíblia é Infalível?

O conceito de inspiração implica na inerrância bíblica, em sua infalibilidade. No entanto, devemos compreender a extensão dessa infalibilidade…

Todas as coisas possuem limites: não é diferente para a Bíblia!

Não poucas vezes, nos defrontamos com pessoas que querem “provar” a todo custo que a Bíblia está cheia de erros científicos, não possui harmonia entre seus vários livros, cai diversas vezes em contradição e tem diversas passagens lendárias. E chegam a exemplificar: 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Eis o mistério da Fé

Essas palavras que o sacerdote pronuncia logo após a consagração do pão e do vinho, resumem toda a essência da santa Missa. Ela é a celebração do mistério da fé, o ápice de toda devoção cristã.

Quem não entendeu o sentido profundo da Missa ainda não compreendeu o sentido profundo do cristianismo e da salvação que Jesus veio trazer aos homens.

A maioria dos batizados não gosta de participar da Missa. Para uns ela é apenas uma longa cerimônia; para outros, um hábito sociológico, “um peso necessário”, uma obrigação de consciência ou apenas um exercício de piedade. Uns não gostam da Missa porque não gostam do padre que a celebra; outros, porque não gostam do sermão, ou porque a música não está boa, etc. E, assim, ficam apenas no acessório e se esquecem do Essencial. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Purgatório nas Escrituras

A Palavra de Deus nos ensina que somente aqueles que estão puros, ou seja justificados, podem herdar a vida eterna e consequentemente terem acesso à visão beatífica de Deus (Sl 14; Hb 12,22-23; Mt 5,8). Infelizmente, também é verdade, pouquíssimos cristãos partem desta vida totalmente reconciliados com Deus e com os irmãos. O Senhor vem então, em socorro de nossas fraquezas, com sua misericórdia, permitindo que aqueles que estão destinados ao céu, ou seja, que procuraram pautar suas vidas pela mensagem e vivência evangélica, mas que ainda carregam em si algumas imperfeições e pecados, possam ser purificados, de algum modo, após a morte. O purgatório é portanto, uma exigência da razão e mesmo de caridade de Deus por nós. Hoje, infelizmente, muitos negam a realidade do purgatório, afirmando que o mesmo não se encontra na Bíblia. O termo “purgatório” não existe na Bíblia, mas a realidade, o conceito doutrinário deste lugar de purificação existe. Examinemos: 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O que é o pecado contra o Espírito Santo?

Algumas pessoas nos perguntam o que é este pecado. Antes de tudo é preciso entender que não é um pecado como os demais; isto é, um ato: roubar, matar, prostituir, adulterar, corromper, mentir, etc. Trata-se de uma ofensa grave ao próprio Deus na Pessoa do Espírito Santo. De que forma?

No §1864 o Catecismo da Igreja explica: 

“Aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não terá remissão para sempre. Pelo contrário, é culpado de um pecado eterno” (Mc 3,29). A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna”.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Por que fazemos o sinal da Cruz?

“É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.” São Proclo de Constantinopla, bispo.

A primeira coisa que nossos pais católicos nos ensinam a fazer é o sinal da Cruz. É uma das mais belas marcas de nossa religião; é o ato que inicia e termina nossas orações particulares ou coletivas. É um sinal externo que “nos volta para Deus”.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Qual a origem do Carnaval e qual a atitude da Igreja diante dele?

Origem: antes do mais, diga-se algo sobre a etimologia de “Carnaval”.

Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; esta derivação indicaria que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. – Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, ou seja, ao domingo da Quinquagésima, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”. – Um terceiro grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: donde a forma Carnavale. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Por que Jesus foi batizado por São João?

Antes de tudo é preciso entender que o batismo de São João Batista não era o “Sacramento do Batismo” que hoje recebemos; pois este tem sua eficácia na morte e Ressurreição de Jesus para perdoar todos os pecados. Jesus não tinha pecado e não precisava deste Sacramento. A Carta aos Hebreus, diz que Ele “era igual a nós em tudo, com exceção do pecado” (Hb 4,15).

O batismo de João Batista era um “batismo de arrependimento” (Lc 3,3), em preparação para a missão do Messias; quem o recebesse devia se reconhecer pecador diante de Deus e se arrepender. Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas recebiam o batismo. E Jesus se põe no meio dos pecadores, como solidário com eles, para trazer-lhes a salvação. O Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). É a manifestação (“Epifania”) de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Por que se confessar? Prof. Felipe Aquino

A Penitência é um sacramento que nos auxilia na caminhada nesta estrada difícil rumo ao céu.

Jesus veio ao nosso mundo para tirar o pecado; como disse São João Batista, “Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).

O Filho de Deus não veio a este mundo para outra finalidade, senão esta. E para isso pregou o Evangelho da Salvação, instalou o Reino de Deus entre nós, instituiu a Igreja para levar a cabo esta missão de arrancar o pecado da humanidade, e morreu na Cruz, para com sua morte e ressurreição nos justificar diante da Justiça divina.