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sábado, 25 de março de 2017

Quaresma Tempo de Penitência - Cardeal Orani João Tempesta

Nestes dias de Quaresma, queremos renovar a nossa fé através de uma vida penitencial mais intensa, aproveitando os temas que a liturgia nos oferece, com orações mais frequentes, jejuns e, sobretudo, uma vida de caridade mais aplicada a fraternidade.

A penitência e a prática que nos impomos, em primeiro lugar, não são exclusivas deste tempo. Toda a nossa vida deve ser imbuída deste espírito se quisermos seguir a Cristo. A ascese faz parte de nossa caminhada espiritual. Porém, para vencer a inconstância, que é característica do ser humano, são importantes tempos fortes para retemperar a nossa vontade através de uma inteligência do mistério da cruz redentora. É um tempo de retomar com mais vigor essa caminhada ascética.

São Paulo descreve essa fraqueza falando de si mesmo, da luta interior que experimentamos para viver a fé: "Sabemos que a Lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido como escravo ao pecado. Realmente não consigo entender o que faço, pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto” (Rom 7,14). E conclui: "Quem me libertará deste corpo de morte"? (Idem, 24). Por isso se esforçava como aquele que corre no estádio e castiga o seu corpo reduzindo-o à servidão (1Cor 9,24-27). 

terça-feira, 21 de março de 2017

Oração, jejum e misericórdia - São Pedro Crisólogo

O que a oração pede, o jejum o alcança e a misericórdia o recebe

Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente.

O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Quaresma: exame de consciência, arrependimento e penitência

Estamos em tempo de Quaresma, próximos da Semana Santa e em momento de reflexão. Por isso, se confessar é muito importante e essencial para a vida espiritual. O cristão, pelo menos uma vez ao ano deve se confessar em preparação para a Semana Santa e é nesta época pascal que os que ainda não o fizeram, devem aproveitar para receber o sacramento.

A confissão é dividida em três pontos principais: exame de consciência, arrependimento e penitência.

O exame de consciência é quando paramos para pensar nos nossos pecados, nossos erros, onde podemos melhorar como cristãos. Para um bom exame de consciência podemos utilizar os dez mandamentos como base.

sábado, 18 de março de 2017

Quaresma: Privar-se de algo é libertar-se das servidões

“Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável; pois só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem.” (João Paulo II)

A Quaresma tem um significado para nós: ela há de tornar patente aos olhos do mundo que todo o Povo de Deus, porque pecador, se prepara com a Penitência para reviver liturgicamente a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo.

terça-feira, 14 de março de 2017

Quaresma: Jejum, Penitência e Oração

Em nossos relacionamentos com as pessoas, existe um ritual que nós realizamos naturalmente, sem perceber. Por exemplo, quando queremos agradar uma pessoa a quem amamos, fazemos-lhe carinho, dizemos-lhe palavras boas, damos a ela alguma coisa, um objeto, um presente, que é nosso, de que nós gostamos, mas que queremos dar a ela como gesto de amizade.

De outras vezes, quando magoamos alguém, queremos fazer de tudo para apagar aquele gesto impensado: pedimos desculpas, lastimamos o nosso procedimento, até que sentimos que aquilo ficou esquecido. Nós nos penitenciamos diante das pessoas que amamos. Penitência é um ato de amor.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Como viver a Quaresma - Pe. Ednaldo Virgílio

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

O período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Ressuscitado no Domingo de Páscoa. A proposta específica deste tempo favorável é a conversão. O convite é lançado a cada fiel que se coloca na fila dos que desejam acompanhar o caminho de Jesus para a páscoa: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). É a conversão buscada e acolhida na penitência, na oração, na reflexão, para entrar no mistério central da pessoa e da vida de Jesus: Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

sábado, 11 de março de 2017

Exercícios espirituais Pe. Michelini: Judas e o risco de perder a fé - Quaresma

“Judas e nós: o risco da perda da fé”

O risco de perder a fé, o suicídio e a missão da Igreja em busca dos pecadores: foram os temas candentes sobre os quais se deteve o pregador dos Exercícios espirituais, Pe. Giulio Michelini, na quinta meditação. A reflexão foi centralizada na figura de Judas.

De fato, a meditação matutina do frade menor girou em torno do drama do suicídio de Judas, um dos Doze. Um evento escandaloso e desconcertante, que porém o Evangelho não esconde. Um drama evidenciado também pelo arrependimento de Judas que no Evangelho segundo São Mateus reconhece ter pecado porque traiu sangue inocente.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Exercícios espirituais: abrir os olhos diante da angústia dos outros - Quaresma

“A oração no Getsêmani e a prisão de Jesus (Mt 26, 36-46)”

Em sua reflexão, Pe. Michelini partiu de uma comparação entre a oração de Jesus no monte das Oliveiras e a do monte Tabor, na Galileia. As duas situações têm semelhanças impressionantes: em todas as duas a situação existencial de Jesus é de provação (no primeiro caso, porque Pedro e os outros não compreenderam o sentido do primeiro anúncio de Jesus que dissera que deveria morrer em Jerusalém; no segundo, porque Jesus acabara de anunciar que alguém haveria de entregá-lo), disse o religioso.

Em todos os dois casos Jesus chama a si os discípulos, Pedro, Tiago e João, e estes não entendem plenamente o que está acontecendo com Jesus. Porém, um elemento separa as duas cenas: no Tabor se ouve a voz do Pai que consola o filho; no Getsêmani, ao invés (exceto na versão de Lucas, onde Jesus é encorajado na luta por um anjo), não se ouve nenhuma voz, observou o pregador.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Exercícios espirituais: reencontrar a unidade em torno da Ceia do Senhor - Quaresma

“O pão e o corpo, o vinho e o sangue”

Na Última Ceia: festa e comunhão, mas também pecado e fragilidade.

A dimensão antropológica, teológica e existencial do cear juntos. Daí partiu a meditação do frade menor. “Colocou-se à mesa com os Doze” – está escrito no Evangelho segundo São Mateus –, neste cear juntos está a beleza da partilha, explicou o pregador, mas também a nossa humanidade, o pecado e a fragilidade simbolizados no alimento, como narram muitos episódios bíblicos, até a encíclica “Laudato si” do Papa Francisco, quando  fala de egoísmo em relação ao alimento:

quarta-feira, 8 de março de 2017

Exercícios espirituais: jamais dividir oração e caridade - Quaresma

“As últimas palavras de Jesus e o início da Paixão”

Pe. Giulio Michelini, recordou a importância de conjugar ajuda aos pobres e oração.

“Concluídos todos os discursos”, Jesus anuncia que será entregue para ser crucificado. O trecho do Evangelho segundo São Mateus do qual parte a meditação vespertina deu a oportunidade ao frade menor de deter-se sobre o silêncio de Jesus diante dos opositores, característico da Paixão.

O silêncio de Jesus na Paixão e os silêncios que, ao invés, não deveriam existir.

Efetivamente, podemos dizer que em alguns momentos as palavras não servem, como quando os interlocutores são potenciais antagonistas ou o poder não permite pronunciá-las, ressaltou o pregador.

terça-feira, 7 de março de 2017

Cinco vias da penitência - São João Crisóstomo

Queres que cite as vias da penitência? São muitas, é certo; variadas e diferentes; mas todas levam ao céu.

1.    A reprovação dos pecados. Sê tu o primeiro a dizer os teus pecados para seres justificado. O Profeta tão bem dizia: ‘Confessei contra mim mesmo a minha injustiça ao Senhor, e Ele perdoou a impiedade do meu coração’. Reprova também tu aquilo em que pecaste; basta isto ao Senhor para desculpar-te. Quem reprova aquilo em que pecou, custará mais a recair. Estimula o acusador interno, a tua consciência, para que não venhas a ter acusador lá adiante no tribunal do Senhor.

Exercícios espirituais: aceitar seguir Jesus e carregar a própria cruz - Quaresma

Ouço a voz do Senhor, que fala de modo humilde, ou coloco meu interesse pessoal acima do Reino de Deus?

Na primeira meditação dos Exercícios espirituais proposta ao Papa Francisco e à Cúria Romana, Pe. Giulio Michelini exortou os 74 presentes a se fazerem algumas perguntas sobre a própria vida espiritual.

“A confissão de Pedro e o caminho de Jesus para Jerusalém” no Evangelho segundo São Mateus são o ponto de partida da meditação.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Como viver a Quaresma - Pe. Ednaldo Virgílio

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

O período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Ressuscitado no Domingo de Páscoa. A proposta específica deste tempo favorável é a conversão. O convite é lançado a cada fiel que se coloca na fila dos que desejam acompanhar o caminho de Jesus para a páscoa: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). É a conversão buscada e acolhida na penitência, na oração, na reflexão, para entrar no mistério central da pessoa e da vida de Jesus: Sua Paixão, Morte e Ressurreição. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Quaresma: Privar-se de algo é libertar-se das servidões

“Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável; pois só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem.” (João Paulo II)

A Quaresma tem um significado para nós: ela há de tornar patente aos olhos do mundo que todo o Povo de Deus, porque pecador, se prepara com a Penitência para reviver liturgicamente a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Quaresma do Ano Jubilar - Dom Genival Saraiva

É comum haver a rememoração de acontecimentos do passado, mediante comemorações, em determinadas datas, em razão de sua significação social, cultural, política, religiosa. Assim, no universo religioso, pode-se considerar um fato do passado como, por exemplo, a Paixão de Cristo. Todavia, quando relembrado numa encenação, tal como acontece em Nova Jerusalém e em outros lugares, esse fato se distingue das celebrações litúrgicas, nas paróquias e comunidades, porque estas fazem memória e tornam atual o mistério de Cristo que é celebrado ao longo do Ano Litúrgico.

terça-feira, 1 de março de 2016

Misericórdia e Casa Comum, eis a nossa Missão! - Frei Geraldo Bezerra

Amados leitores deste valiosíssimo veículo de comunicação; Catequese Cristã Católica, meu abraço fraterno neste tempo de quaresma já se aproximando do tempo pascal.

O Papa Francisco, nos convida a sermos uma Igreja da Misericórdia, esta é a Igreja que ele propõe no seu Pontificado, uma Igreja enraizada no coração das sábias palavras e desejos do Santo João XXIII que falou aos quatro cantos do Mundo: quero uma Igreja que use o remédio da misericórdia e não da condenação.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A conversão quaresmal e a oração

“Para renovar, na santidade, o coração dos vossos filhos e filhas, instituístes este tempo de graça e salvação.” (Prefácio da Quaresma II). A Quaresma é, portanto, um caminho de conversão do cristão batizado como discípulo de Cristo. Ele se fez servo obediente ao Pai até a morte na cruz. Diante de si, o cristão tem os cenários bíblicos dos últimos acontecimentos da vida de Cristo: A Transfiguração no Monte Tabor, sua caminhada decidida a Jerusalém; as controvérsias com os fariseus e doutores da Lei no Templo; sua entrada triunfal em Jerusalém; a última ceia; o lava-pés e o mandamento do amor; a oração de Jesus ao Pai pela unidade; o sofrimento de Jesus no Getsêmani, até sua morte na cruz. Acolhemos o convite de Jesus: “Permanecei aqui e vigiai junto a mim.” (Mt 26,38). A oração quaresmal é fazer companhia a Jesus. Como discípulo, “toma a sua cruz e me siga” (Mc 8,34), permanece com Ele.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Quaresma Tempo de Penitência - Cardeal Orani João Tempesta

Nestes dias de Quaresma, queremos renovar a nossa fé através de uma vida penitencial mais intensa, aproveitando os temas que a liturgia nos oferece, com orações mais frequentes, jejuns e, sobretudo, uma vida de caridade mais aplicada a fraternidade.

A penitência e a prática que nos impomos, em primeiro lugar, não são exclusivas deste tempo. Toda a nossa vida deve ser imbuída deste espírito se quisermos seguir a Cristo. A ascese faz parte de nossa caminhada espiritual. Porém, para vencer a inconstância, que é característica do ser humano, são importantes tempos fortes para retemperar a nossa vontade através de uma inteligência do mistério da cruz redentora. É um tempo de retomar com mais vigor essa caminhada ascética.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quaresma Tempo de Penitência - Cardeal Orani João Tempesta

Nestes dias de Quaresma, queremos renovar a nossa fé através de uma vida penitencial mais intensa, aproveitando os temas que a liturgia nos oferece, com orações mais frequentes, jejuns e, sobretudo, uma vida de caridade mais aplicada a fraternidade.

A penitência e a prática que nos impomos, em primeiro lugar, não são exclusivas deste tempo. Toda a nossa vida deve ser imbuída deste espírito se quisermos seguir a Cristo. A ascese faz parte de nossa caminhada espiritual. Porém, para vencer a inconstância, que é característica do ser humano, são importantes tempos fortes para retemperar a nossa vontade através de uma inteligência do mistério da cruz redentora. É um tempo de retomar com mais vigor essa caminhada ascética.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

São Francisco, quarenta dias de jejum

Como São Francisco fez uma Quaresma numa ilha do lago de Perusa, onde jejuou quarenta dias e quarenta noites, e não comeu mais do que meio pão.

Deus Pai quis fazer de São Francisco, o servo verdadeiro de Cristo, porque em algumas coisas foi como um outro Cristo, dado ao mundo para a salvação das pessoas, conforme e semelhante ao seu Filho Jesus Cristo, como nos demonstra no venerável colégio dos doze companheiros e no admirável mistério dos sagrados Estigmas, como no jejum contínuo da Santa Quaresma, que ele fez do seguinte modo.