Nestes dias de Quaresma, queremos renovar a nossa fé através
de uma vida penitencial mais intensa, aproveitando os temas que a liturgia nos
oferece, com
orações mais frequentes, jejuns e, sobretudo, uma vida de caridade mais
aplicada a fraternidade.
A penitência e a prática que nos impomos, em primeiro lugar,
não são exclusivas deste tempo. Toda a nossa vida deve ser imbuída deste
espírito se quisermos seguir a Cristo. A ascese faz parte de nossa caminhada
espiritual. Porém, para vencer a inconstância, que é característica do ser
humano, são importantes tempos fortes para retemperar a nossa vontade através
de uma inteligência do mistério da cruz redentora. É um tempo de retomar com
mais vigor essa caminhada ascética.
São Paulo descreve essa fraqueza falando de si mesmo, da
luta interior que experimentamos para viver a fé: "Sabemos que a Lei é espiritual, mas eu sou
carnal, vendido como escravo ao pecado. Realmente não consigo entender o que
faço, pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto” (Rom 7,14).
E conclui: "Quem me libertará deste corpo de morte"? (Idem, 24). Por isso se esforçava como aquele que
corre no estádio e castiga o seu corpo reduzindo-o à servidão (1Cor 9,24-27).







