A pergunta que Jesus fez aos discípulos se dirige a nós hoje:
“E
vocês, quem dizem que eu sou?”
Pedro responde corretamente, proclamando sua fé em Jesus
como o Messias. O problema, porém, é o que Pedro entendia por Messias. O
Evangelho de Marcos, aliás, mostra a constante dificuldade dos discípulos em
compreender a vida e a missão de Jesus. Pedro repreende Jesus, porque para ele
era inadmissível um Messias que sofreria, seria rejeitado, condenado e morto.
Pois, afinal, os judeus esperavam um Messias que viesse com o poder de Deus para
tomar o poder dos romanos e restabelecer à força o reino de Israel.
Jesus repreende Pedro, convidando-o a pôr-se no seu devido
lugar, o lugar do discípulo que segue o Mestre e aprende, ao invés de estar
adiante e fazer de Jesus a resposta a seus próprios anseios triunfalistas.
Seguir Jesus, em vez de ser adversário (satanás), é assumir com ele a missão de
doar a própria vida, de entregar-se às últimas consequências na cruz, perdendo
a vida para salvá-la. Carregar a própria cruz é vencer o egoísmo e seguir o
Mestre que carrega a cruz, a fim de que nosso compromisso e sofrimento aliviem
o sofrimento de outros.


