Semana da Epifania - 2ª Semana do Saltério
Prefácio da Epifania ou do Natal - Ofício do dia do Tempo
do Natal
Cor: Branco - Ano Litúrgico “B” – São Marcos
Antífona: Salmo 117,26-27 - Bendito o que vem em
nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina.
Oração do Dia: Ó Deus, cujo Filho unigênito se manifestou na realidade da nossa
carne, concedei que, reconhecendo sua humanidade semelhante à nossa,
sejamos interiormente transformados por ele. Que convosco vive e reina, na
unidade do Espírito Santo. Amém.
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Primeira Carta de São João 4,7-10
Caríssimos: amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de
Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama não chegou
a conhecer Deus, pois Deus é amor.
Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus
enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.
Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas
foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos
pecados. - Palavra do Senhor.
Comentário: O amor do cristão para com os irmãos, que chega ao
heroísmo de perdoar e fazer o bem mesmo àqueles que nos fazem mal, a ponto de
dar por eles a vida como fez Jesus por nós, não pode provir da natureza humana,
repleta de egoísmo, que tende à afirmação do próprio eu e à defesa dos próprios
direitos. Tal amor encontra em Deus sua fonte fecunda e inexaurível; compreende
a fraqueza da criatura, quer libertar o homem da escravidão do pecado e teve a
sua manifestação mais alta na encarnação do Filho e em sua morte na cruz por
nós. "Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido
por nós, quando ainda éramos pecadores" (Rm 5,8). Amor pede amor; mas para
ser autêntico, mais que uma resposta "vertical" de amor para com
Deus, ele nos pede amor para com os irmãos: "Nisto vos reconhecerão por
meus discípulos, Se vos amardes uns aos outros”. (Missal Cotidiano)
Salmo:
71 (72),
1-2. 3-4ab. 7-8 (R. Cf. 11) Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó
Senhor!
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo,
com equidade ele julgue os vossos pobres.
Das montanhas venha a paz a todo o povo,
e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos
dos humildes salvará.
Nos seus dias a justiça florirá e grande
paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e
desde o rio até os confins de toda a terra!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos, 6,34-44
Naquele tempo, Jesus viu uma numerosa multidão e
teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a
ensinar-lhes muitas coisas. Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram
perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo
para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para
comer”.
Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de
comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para
comprar pão e dar-lhes de comer?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide
ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. Então Jesus mandou
que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram,
formando grupos de cem e de cinquenta pessoas.
Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes,
ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos
discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois
peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de
pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de
cinco mil homens. - Palavra da Salvação.
Comentários:
Jesus
é o pastor segundo o coração de Deus, realizando assim a profecia de Jeremias,
e é também o próprio Deus que vem apara apascentar o seu povo, conforme nos diz
o profeta Ezequiel. Ele vem porque Deus tem compaixão do seu povo que está como
ovelhas que não têm pastor. Jesus é o pastor que alimenta o rebanho com a
palavra, ensinando-lhes muitas coisas, e com o alimento material, multiplicando
os pães e os peixes. Como continuadores da missão pastoral de Jesus, devemos
nós também dar a nossa contribuição para que o povo seja formado na fé, possa
lutar pela superação da miséria e da fome, e tenha condições de conhecer e
viver os valores do Reino de Deus. (CNBB)
Um
dos temas centrais da pregação e da vida de Jesus foi o da partilha. Sua vida
definiu-se como partilha contínua da palavra e do poder que lhe fora confiado
pelo Pai. Seu ensinamento consistia em comunicar aos ouvintes um tesouro de
sabedoria, levando-os a superar uma visão estreita e deturpada da Palavra de
Deus. E, ao operar milagres, partilha de vida, condividia, com as multidões, a
força vivificadora recebida do Pai. O milagre realizado em benefício de uma
multidão faminta que o escutava, numa região deserta, foi uma lição de
partilha. Os cinco pães e dois peixes eram uma porção insignificante de
alimento para uma quantidade tão grande de gente. Quem os possuía, foi
desafiado a colocá-los à disposição dos demais. Sem este gesto inicial de
partilha, não teria havido milagre. O grupo dos discípulos de Jesus também foi
desafiado a superar sua carência pessoal de alimento. E, assim, cada pessoa
recebeu um pedaço de pão. Se algum pedaço de pão tivesse caído em mãos
egoístas, aí o milagre deixaria de acontecer. O fato de serem cerca de cinco
mil homens os que comeram e de ter sobrado doze cestos cheios de pedaços de pão
e restos de peixe sublinha a infinita capacidade de partilha daquele grupo. Não
importa a quantidade de alimento disponível, quando a capacidade de partilha é
ilimitada. Problema é quando os bens deste mundo caem em mãos que não sabem
partilhar. (Padre
Jaldemir Vitório/Jesuíta)
PRECES DA
ASSEMBLEIA (Paulus):
Ouvi-nos
e atendei-nos, Senhor.
1.
Iluminai, Senhor, a Igreja em seu compromisso com o
povo desassistido e faminto.
2.
Suscitai nas autoridades do nosso país o empenho
pelo bem dos mais necessitados.
3.
Ajudai-nos a vencer o egoísmo e o individualismo e
nos tornar mais solidários.
4.
Fazei-nos fiéis seguidores de Jesus e convertei os
corações que não vivem o amor.
5.
Livrai-nos de alimentar a cultura do detestável e
do desperdício.
INTENÇÕES PARA O
MÊS DE JANEIRO:
Universal – Promover a paz: Para que as pessoas de diferentes
tradições religiosas e todos os homens de boa vontade colaborem na promoção da
paz.
Pela evangelização – Ano da vida
consagrada: Para que
neste ano dedicado à vida consagrada, as consagradas e os consagrados descubram
a alegria de seguir a Cristo e se dediquem zelosamente ao serviço dos pobres.
TEMPO LITÚRGICO:
Tempo do Natal: A salvação prometida por Deus aos
homens em suas mensagens aos patriarcas e profetas, torna-se realidade concreta
na vinda de Jesus o salvador. O eterno Filho de Deus, feito homem, é a mensagem
conclusiva de Deus aos homens: ele é aquele que salva.
O nascimento
histórico de Jesus em Belém é o sinal de nosso misterioso nascimento à vida
divina. O Filho de Deus se fez homem para que os homens se pudessem
tornar filhos de Deus. Este nascimento é o início de nossa salvação, que se
completará pela morte e ressurreição de Jesus. No pano de fundo do Natal já se
entrevê o mistério da Páscoa. Os dias que vão do Natal à Epifania e ao Batismo
do Senhor devem ajudar-nos a descobrir em Jesus Cristo a divindade de nosso
irmão e a humanidade de nosso Deus. Os textos litúrgicos deste tempo convidam à
alegria, mas apresentam também riqueza de doutrina. Convidam-nos constantemente
a dar graças pelo misterioso intercâmbio pelo qual participamos da vida divina
de Cristo. Enquanto nos faz participantes do amor infinito de Deus, que se
manifestou em Jesus, a celebração do Natal abre-nos à solidariedade profunda
com todos os homens.
Para a celebração
Tempo de
Natal começa com as primeiras Vésperas de Natal e termina no domingo depois da
Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro.
A liturgia do
Natal do Senhor caracterizada pela celebração das três Missas natalinas
(meia-noite, de manhã. durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina
"na vigília", que faz parte da solenidade.
A solenidade
do Natal prolonga sua celebração por oito dias contínuos, que são indicados
como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:
No domingo
imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em
que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
26 de
dezembro é a festa de santo Estevão, protomártir;
27 de
dezembro é o dia da festa de são João, apóstolo e evangelista;
28 de
dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
os dias 29,
30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também
memórias facultativas;
no dia 1º de
janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na
qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.
As festas
acima enumeradas, quando caem em domingo, deixam o lugar à celebração do
domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como
"solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem
exceção as festas da sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar
do domingo.
Os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois
da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal. Entre 2 e 5 de janeiro
cai, habitualmente, o II domingo depois de Natal; a 6 de janeiro celebra-se a
solenidade da Epifania do Senhor. Nas regiões em que esta solenidade não é de
preceito, sua celebração é transferida para 2 e 8 de janeiro, conforme normas
particulares anexas a essa transferência.
Com a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo natalino e
principia o Tempo comum (segunda-feira da 1ª semana); portanto, omitem-se as
férias que naquele ano não podem ter celebração.
Para a celebração da Eucaristia nas
férias do Tempo natalino:
os dias 29,
30 e 31 de dezembro (que fazem parte da oitava de Natal) tem formulário próprio
para cada dia (Oracional + Lecionário). A memória designada para esses dias (29
e 31) no calendário perpétuo pode achar lugar na Missa da oitava, substituindo
a coleta dessa Missa pela do santo (ver n. 3);
os dias de 2
de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor têm um Oracional
próprio (Missal), disposto segundo os dias da semana (isto é da segunda-feira ao
sábado), com um ciclo fixo de leituras (Lecionário) que segue os dias do
calendário; a "coleta" muda conforme a indicação lá referida.
Diz-se o
Glória nas Missas durante a oitava de Natal. O Prefácio que dá início à Oração
eucarística (I,II, III) é próprio do Tempo do Natal-Epifania:
o de Natal
(com três textos à escolha) é rezado durante a oitava e nos outros dias do
Tempo natalino;
o da Epifania
diz-se nos dias que vão da solenidade da Epifania ao sábado que precede a festa
do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania).
A cor das
vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalino é a branca.
Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o
Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades,
pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
Fonte: CNBB / Missal Cotidiano
Fique com Deus e
sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
Crendo e ensinando o que crê e ensina a
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CATEQUESE CRISTÃ
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