2ª domingo do Tempo Comum - 2ª Semana do Saltério
Prefácio dos domingos comuns - Ofício Dominical comum
Glória e Creio - Cor: Verde - Ano “C” Lucas
Memória:
Antão do Egito (omite-se hoje a memória de Santo Antão)
Antífona:
Salmo 65,4 - Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e
cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo!
Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra,
escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a nossa paz. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Primeira
Leitura: Livro do Profeta Isaías 62,1-5
Por amor de Sião
não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir
nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a
salvação.
As nações verão a
tua justiça, todos os reis verão a tua glória; serás chamada com um nome novo,
que a boca do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do
Senhor, um diadema real nas mãos de teu Deus.
Não mais te
chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será
Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e
tua terra será desposada.
Assim como o jovem
desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do
noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus. - Palavra do Senhor.
Comentário: A libertação do país
(Jerusalém), para a construção da justiça, é dom de Deus, o parceiro (noivo) da
Aliança. As sentinelas da cidade relembram essa fidelidade e gritam
continuamente para que o noivo (Deus) venha logo desposar a noiva (Jerusalém).
O grande presente de Deus para um país abençoado é usufruir dos frutos do
trabalho através da partilha. A espoliação não deve ser substituída por outro
tipo de opressão. Para que isso não aconteça, é necessário reconhecer que o
dono da terra é Deus; esse reconhecimento explode em louvor. A economia sai do
seu círculo vicioso e não se torna "camisa de força", mas gratuidade.
É o presente do noivo para a noiva. Todos os povos são convidados a participar
desse tipo de economia que exprime a gratuidade de Deus. Para um país viver na
abundância, da qual todos possam participar, não é preciso espoliar outros
países; ao contrário, os outros são convidados a fazer a mesma coisa: o
banquete universal das núpcias de Deus com o seu povo. (deusunico.com)
Salmo:
95,1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c
(R. 1a.3b) Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios
entre os povos!
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!
Dia após dia anunciai sua salvação,
manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus
prodígios!
Ó família das nações, dai ao Senhor, ó
nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu
nome! Oferecei um sacrifício nos seus átrios.
Adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele! Publicai entre as nações: "Reina o
Senhor!", pois os povos ele julga com justiça.
Segunda
Leitura: Primeira carta de São Paulo aos Coríntios 12,4-11
Irmãos: Há
diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios,
mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que
realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito
em vista do bem comum. A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria. A outro,
a palavra da ciência segundo o mesmo Espírito. A outro, a fé no mesmo Espírito.
A outro, o dom de curas no mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres.
A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos. A outro, falar línguas
estranhas. A outro, interpretação de línguas. Todas estas coisas as realiza um
e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer. - Palavra do Senhor.
Comentário: A Trindade é a base sobre a
qual a comunidade se constrói: nesta, toda ação provém do Pai, todo serviço
provém de Jesus e todos os dons (=carismas) provêm do Espírito. Cada pessoa na
comunidade recebe um dom, ou melhor, é um dom para o bem de todos. Por isso,
cada um, sendo o que é e fazendo o que pode, age para o bem da comunidade,
colocando-se a serviço de todos como dom gratuito. Desse modo, cada um e todos
se tornam testemunho e sacramento da ação, serviço e dom do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Paulo enumera apenas os carismas de direção e ensino. A lista
não é completa, pois cada pessoa é um carisma para a comunidade toda. (deusunico.com)
Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,1-11
Naquele tempo, houve um casamento em Caná da
Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham
sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus
lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que
dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam
servindo: “Fazei
o que ele vos disser”.
Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a
purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou
menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”.
Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E
eles levaram. O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em
vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois
eram eles que tinham tirado a água. O mestre-sala chamou então o noivo e lhe
disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já
estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até
agora!”
Este foi o início dos sinais de
Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus
discípulos creram nele. - Palavra da
Salvação.
Comentários:
Com o
milagre em Caná da Galiléia, Jesus começou a manifestar sua glória e a
despertar a fé em seus discípulos. Para evitarmos conclusões apressadas, é
mister entender bem a relação entre milagre e glória. Esta, resultante do
milagre, manifestou-se no serviço prestado, de forma escondida e gratuita, a um
casal em dificuldades, em plena festa de casamento. Pela bondade de Jesus, os
noivos livraram-se de uma humilhação pública. Assim acontecia com aqueles, em
cujas bodas, vinha a faltar vinho. No entanto, tudo aconteceu de maneira
discreta. A mãe de Jesus deu-se conta da situação. Fez chegar ao conhecimento
do Filho o constrangimento por que os noivos estariam prestes a passar. Após um
diálogo misterioso com sua mãe, Jesus entra em ação, dando ordem aos
empregados. Só estes ficarão sabendo da origem daquele vinho delicioso,
servido, por último, aos convidados. Não consta que alguém mais ficou sabendo
ter sido Jesus o autor do milagre e o tenham prestado honra por uma tal façanha.
Não foi esta a glória resultante do milagre, que o Mestre esperava. Sua glória
consistiu em mostrar-se sensível e serviçal em relação ao casal em apuros. (Padre Jaldemir Vitório/Jesuíta)
Um
casamento na roça. Em Caná de Galiléia. Mal iniciada a festa, o vinho vem a
faltar. Para os padrões daquela sociedade, casamento sem vinho é um fracasso.
Onde está o vinho, aí está a alegria. Tudo faz pensar em gente pobre, um noivo
sem muitos recursos e – quem sabe – uma inesperada afluência de “convidados”:
os numerosos discípulos que já acompanhavam Jesus de Nazaré. Mas, como anota o
evangelista João, “estava lá a Mãe de Jesus”. E foi ela quem percebeu a situação
constrangedora. Enquanto os convivas cuidam de si mesmos, ela está atenta às
necessidades dos outros. Por isso mesmo, Maria se dirige ao Filho e
apresenta-lhe a situação: “Eles não têm vinho...” E o faz como quem sabe que
seu Filho tem condições de resolver o problema. A Mãe conhece o seu Filho. Até
onde dá a perceber o texto um tanto obscuro, Jesus tenta esquivar-se do caso,
como se não tivesse nada a ver com a situação. Maria ouve a resposta do Filho,
mas age como quem vê por um outro ângulo. E dá aos serventes – seguramente
primos e parentes do noivo – a ordem que ainda ressoa em nossos ouvidos: “Fazei
tudo o que ele vos disser!” A obediência deles garante a todos um agradável
desfecho: notável quantidade de vinho, somada à qualidade ainda mais notável! Esta
passagem do Evangelho de João, por mais pitoresca que ela seja, acaba por se
tornar “incômoda” para aqueles que duvidam da intercessão da Mãe de Deus. Temos
uma situação bem concreta: há uma necessidade material, Maria a percebe e pede
a interferência de Jesus. Apesar de uma recusa inicial, o Mestre “cede” e faz o
primeiro milagre de sua vida pública. Aliás, nada mais claro como imagem da
Igreja que intercede junto a Deus pelas necessidades do povo. É em Maria que a
Igreja se inspira para assumir sua missão de intercessora. E tem mais! Não se
trata de alguma cura que pudesse ser traduzida como fenômeno “psicossomático”
ou alucinação coletiva: trata-se de uma autêntica transformação da matéria,
água transmudada em vinho, com todas aquelas diferenças organolépticas que
envolvem cor, aroma e sabor. Daquele dia em diante, os pobres da roça ficaram
sabendo que a Mãe pode influir nas decisões do Filho. Ficaram sabendo que a
misericórdia move o poder. Os acadêmicos continuam esperneando. Mas os pobres
preferem crer em seus próprios sentidos... (Antônio Carlos Santini / Com
Católica Nova Aliança)
Fonte: CNBB - Missal
Cotidiano (Paulus)
Foto retirada da internet
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