Olhando numa visão real e coletiva da existência humana,
concluímos que cada indivíduo deve auxiliar os outros nos seus momentos de
fraqueza e desânimo. A bíblia dá sustentação para isso, quando diz: “Não fecheis
o coração” (Sl 94,8). Nenhuma pessoa deve viver como uma ilha, introspectiva e
despreocupada com os demais. O sentido pleno da vida é marcado pela convivência
fraterna.
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Vida em primeiro lugar - CNBB
O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder
aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada
em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o
tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu,
Senhor”.
O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias
modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs,
movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017,
como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a
luta é de todo dia”.
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sábado, 2 de setembro de 2017
Maria, a serva do Senhor - Dom Celso Antônio
“Eis
aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38)
A Mãe de Jesus, invocada com os mais variados títulos em
todo o mundo, é lembrada, especialmente no mês de maio, como a Senhora de
Fátima.
Neste Ano Mariano, além dos 300 anos de Aparecida, também
celebramos o primeiro centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima,
Portugal. Aí, manifestando-se a três crianças pobres, Lúcia, Francisco e
Jacinta, que cuidavam de um pequeno rebanho de ovelhas, a Mãe de Jesus, com
muita simplicidade, fazia-lhes constantes e maternais apelos à conversão, à
penitência e à oração perseverante pela conversão dos pecadores, especialmente
a oração do santo Rosário. Eis aí, o núcleo da mensagem de Fátima que nada mais
é do que o centro do Evangelho de Nosso Senhor: conversão, penitência, oração e
missão.
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Dia Nacional do Perdão - 30 de agosto
Lei
sancionada define o dia 30 de agosto como o Dia Nacional do Perdão no Brasil
A partir deste ano, 30 de agosto será lembrado como o Dia
Nacional do Perdão. A lei que institui a data foi sancionada dia 19 de agosto
pelo presidente Michel Temer e publicada dia 20 do mesmo mês no Diário Oficial
da União.
O projeto de lei foi aprovado em abril de 2015 na Câmara dos
Deputados e no último dia 28 nos Senado Federal. A deputada Keiko Ota (PSB-SP),
autora do texto, escolheu a data em alusão ao dia da morte de seu filho, Ives
Ota, sequestrado e assassinato aos 8 anos.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Vocação Existe..! - Dom Pedro Brito Guimarães
Agosto é tradicionalmente o Mês Vocacional. Muito se fala,
ultimamente, de crise e de diminuição das vocações. A messe cresce sempre mais
e o número de operários da vinha do Senhor diminui também sempre mais. Os
ordenados e os consagrados envelhecem e as novas gerações optam por outros
caminhos vocacionais. Mas, vocação existe, existiu e continuará existindo. Como
tudo na vida, precisa ser descoberta, despertada, promovida e cultivada. A
crise vocacional é proporcional à credibilidade eclesial e a vitalidade da vida
cristã. Quanto mais fraca e frágil forem a eficiência e a eficácia eclesiais,
menos vocações teremos.
A Igreja cultiva e promove as vocações mais por atração do
que por proselitismo. Vocação é um mistério teândrico (divino-humano). Mais
divino do que humano ou mais humano do que divino? Mais divino e mais humano.
Para cada vocação, uma ação, uma missão e uma oração. Jesus, o primeiro
promotor vocacional, comparou a questão vocacional a uma roça. Chamou o mundo
de messe e a humanidade de operário. Dele é que nos vem a inspiração do
divino-humano cuidado e cultivo vocacionais, sincronizados: ação-oração: “a
colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da
colheita que envie trabalhadores para sua colheita” (Lc 10,2; Mt 9,37-38). O
milagre da ciência e da tecnologia do agronegócio está aí para comprovar: “o
chão dá se a gente plantar. Se a gente não planta, o chão não dá”. Ouvi, muitas
vezes, meu pai dizer: “o boi, o arroz, o milho e o feijão crescem com os olhos
do dono”.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017
Semana da Família: momento de testemunho, reflexão e serviço dos cristãos para humanidade
Domingo, 13 de agosto: a Igreja no Brasil inicia a 26ª
edição da Semana Nacional da Família (SNF). O tema escolhido para este ano é
“Família, uma luz para a vida em sociedade”. O bispo de Osasco (SP) e
presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de
Sousa, comentou sobre esta ocasião “muito importante para que todas as famílias
do Brasil possam refletir sobre a dignidade, a importância, a beleza que é a
família, dom de Deus”.
Para o bispo, que também preside a Comissão Nacional da
Pastoral Familiar (CNPF), trata-se de um momento de reflexão e ao mesmo tempo
de testemunho e serviço dos cristãos para com a humanidade, “para desenvolver
este senso da beleza da grandeza, da alegria que é ser família”. No contexto do
Mês Vocacional, quando a Igreja recorda a cada semana uma vocação, dom João
Bosco lembrou que a Semana Nacional começa com o Dia dos Pais e se desenvolve
durante toda a semana “para que toda a família toda seja abençoada por Deus”.
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sábado, 12 de agosto de 2017
Dia dos Pais: presidente da CNBB diz que o melhor presente é aquele que brota do coração
Neste segundo domingo do mês de agosto, se comemora o Dia
dos Pais, ocasião especial para demonstrar a gratidão, o carinho e o apoio aos
pais – homens que deixam marcas de amor e de fé na história dos filhos. Por
ocasião de data tão especial, o arcebispo de Brasília e presidente da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, concedeu
entrevista ao portal da entidade sobre os pais.
O religioso disse que os presentes mais importantes que se
podem oferecer aos pais neste dia, não são aqueles que se compram em lojas, mas
os que brotam do coração: a gratidão, o carinho, o respeito e a convivência
fraterna.
“Os pais certamente querem ver suas famílias unidas em paz,
com os filhos convivendo fraternalmente. Esse é o maior presente que nós
podemos dar aos nossos pais nesse dia”, ressalta o cardeal.
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sábado, 29 de julho de 2017
Semana Nacional da Família: “Família, uma luz para a vida em sociedade”
Semana
da Família: “tempo de olhar para o grande dom de Deus”, afirma dom Bosco.
De 13 a 19 de agosto, a Igreja no Brasil celebra a Semana
Nacional da Família, que este ano tem como tema “Família, uma luz para a vida
em sociedade”. De acordo com o bispo de Osasco e presidente da Comissão para a
Vida e a Família, dom João Bosco Barbosa de Sousa, este será um momento de
“olhar para esse dom de Deus que é a família”.
A intenção é que a Semana Nacional da Família seja um
momento de aprofundar as grandes questões que envolvem a família no mundo de
hoje. Dom João Bosco ressalta que a preparação e a celebração da Semana
Nacional da Família vão além do âmbito dos grupos paroquiais que se dedicam à
família: “O papa Francisco pediu para que todas as comunidades se envolvessem
com a família, fizessem dela o centro da ação evangelizadora, então o melhor
jeito da gente se preparar é aproximando os nossos grupos, as nossas pastorais,
os nossos sacerdotes, diáconos, todos os agentes da Igreja. Não para que fique
só na igreja, mas para que possa levar o tema da família como luz para a
sociedade”.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Convicção de fé - Dom Paulo Mendes
A fé, no Reino divino, é um dom de Deus. É recebida pelo
batismo, como uma semente. Mas tem que ser regada, assumida com maturidade e
equilíbrio. Muitas de suas manifestações revelam desequilíbrios. Até o fato de
a pessoa querer ser diferente das outras, na comunidade cristã, onde ela (a fé)
deve ser colocada em prática, “cheira” atitude estranha, que não passa de falta
de equilíbrio.
Identifica-se claramente, nos últimos tempos, uma forte
contradição relacionada com a fé: de um lado, o indiferentismo em relação à
vida cristã; de outro, as manifestações de religiosidade sensacionalista, com
pouco, ou nada, de comprometimento com as realidades concretas da vida da
sociedade. Não adianta dizer ter fé se não tem obras, não há esforço para
construir uma vida de liberdade.
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
O radicalismo cristão - Cardeal Geraldo Majella
Ouviremos hoje expressões e ideias já muito conhecidas,
radicadas desde séculos na memória dos cristãos (Mateus 6,24-34). O Senhor nos
convida de modo global: de fato na vida somos chamados a escolher, entre a
corrida ao dinheiro, os cuidados com o corpo, as preocupações com o bem estar,
e um estilo de vida que coloca Deus em primeiro lugar.
Escutamos ainda o Sermão da Montanha: primeiramente
proclamou as bem-aventuranças e definiu os verdadeiros cristãos “sal e luz”, depois
com a contraposição: “Ouvistes o que foi dito... Mas eu vos digo...” nos ajudou
a aprofundar a lei da caridade. E agora nos convida a escolher bem, porque
somos como que arrastados em duas direções, contidos entre o bem e o mal, a
ponto de nos advertir: “Não se pode servir a dois senhores”. É a proposta
chamada do radicalismo cristão, não em sentido político radical, mas no sentido
que vai à raiz do homem e da vida, e sobre o qual vale a pena apostar a
existência. Em outras palavras, é a escolha radical por Deus, que fazemos como
filhos seus e como irmãos entre nós. Em suma, Deus considerado por nós como
primeiro valor absoluto, única meta da vida.
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domingo, 25 de junho de 2017
Convicção de fé - Dom Paulo Mendes Peixoto
A fé,
no Reino divino, é um dom de Deus. É recebida pelo batismo, como uma semente.
Mas tem que ser regada, assumida com maturidade e equilíbrio.
Muitas de suas manifestações revelam desequilíbrios. Até o
fato de a pessoa querer ser diferente das outras, na comunidade cristã, onde
ela (a fé) deve ser colocada em prática, “cheira” atitude estranha, que não
passa de falta de equilíbrio.
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Os cristãos e seus desafios - Dom Alberto Taveira Corrêa
O cristianismo se difundiu a partir da experiência da
primeira Comunidade de Jerusalém, conduzida pelo Espírito Santo, tendo à frente
o grupo dos Apóstolos, sendo Simão Pedro sinal de unidade. A partir daí, as
perseguições contribuíram para a positiva dispersão dos primeiros cristãos,
fazendo com que a Semente da Boa Nova se espalhasse por toda parte (Cf. At
8,5-8.14-17). Fundamental foi a participação de São Paulo, a grande figura de
convertido, cuja pregação, testemunho e viagens alargaram as fronteiras do
Evangelho, já nos primeiros decênios.
Não foram pequenas as dificuldades encontradas pelos
cristãos de todas as gerações. No entanto, desde o início, o Espírito Santo
prometido e enviado por Jesus (Cf. Jo 14,15-21) consolida a fé em Jesus Cristo,
fortalece para o martírio, ilumina as mentes para o testemunho coerente do
Evangelho. E Como os cristãos de ontem e hoje se colocam diante dos desafios
que se apresentam?
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sábado, 17 de junho de 2017
Que devo fazer? - Cardeal Odilo Pedro Scherer
Não é raro ouvir dizer que tudo mudou em questão de moral;
que cada um faz a sua moral, que não existe uma moral válida para todos, nada é
mau, nada é bom; até mesmo o que se tinha como mau, agora pode ser considerado
bom e o que se tinha como moralmente bom, muitas vezes, acaba acusado como mau.
Como assim? Afinal, ainda existem princípios de conduta moral? O que devemos
fazer? O que devemos evitar?
A discussão sobre os princípios morais e sobre o que deve
orientar nossas decisões e ações vem desde o momento em que o homem se
descobriu um ser pensante e livre para fazer escolhas. E não cessará até que
haja um ser humano neste mundo. Para nós, cristãos, há alguns princípios de
conduta moral claros, que deveriam orientar nossas decisões e ações. Tentarei
expor alguns, na brevidade que requer este artigo.
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terça-feira, 28 de março de 2017
É Deus que nos defende - Dom Paulo Mendes
A vida é cheia de novidades e surpresas. Isto faz parte da
dinâmica da sociedade, porque ela provoca as pessoas para reagir e descobrir
situações novas. Também é o que dá sentido para o existir e o bem viver com
qualidade. Há o perigo da pessoa se fechar no próprio individualismo e não
conseguir ser feliz plenamente. É fundamental o relacionamento social e a
abertura para o outro.
Existe alguma coisa de especial no ser da pessoa humana. Não
é apenas sentimento vazio, mas um verdadeiro mistério que a faz ser algo
diferente e viver sem muito controle das coisas que acontecem em seu redor e na
sua própria vida. É o caso do sentimento de medo que atinge a população nos
últimos tempos. Somos influenciados pela situação social de insegurança.
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sábado, 4 de março de 2017
A conversão quaresmal e a oração - Dom Adelar
“Para
renovar, na santidade, o coração dos vossos filhos e filhas, instituístes este
tempo de graça e salvação.” (Prefácio da Quaresma II).
A Quaresma é, portanto, um caminho de conversão do cristão
batizado como discípulo de Cristo. Ele se fez servo obediente ao Pai até a morte
na cruz. Diante de si, o cristão tem os cenários bíblicos dos últimos
acontecimentos da vida de Cristo: A Transfiguração no Monte Tabor, sua
caminhada decidida a Jerusalém; as controvérsias com os fariseus e doutores da
Lei no Templo; sua entrada triunfal em Jerusalém; a última ceia; o lava-pés e o
mandamento do amor; a oração de Jesus ao Pai pela unidade; o sofrimento de
Jesus no Getsêmani, até sua morte na cruz. Acolhemos o convite de Jesus:
“Permanecei aqui e vigiai junto a mim.” (Mt 26,38). A oração quaresmal é fazer
companhia a Jesus. Como discípulo, “toma a sua cruz e me siga” (Mc 8,34),
permanece com Ele.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Campanha para a Evangelização: objetivo é que Jesus chegue a todas as pessoas
Iniciativa
desenvolvida no período do Advento propõe o lema “Ele está no meio de nós”
Na preparação para a celebração do Natal, o tempo do Advento
é marcado pela espera da chegada do Messias. No Brasil, este tempo litúrgico
ganha especial motivação com a reflexão e o aprofundamento do compromisso dos
fiéis e das comunidades com a missão da Igreja de Evangelizar propostos pela
Campanha para a Evangelização (CE), promovida pela Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB). Na edição deste ano, o lema escolhido é “Ele
está no meio de nós”.
Criada em 1997, durante a Assembleia Geral da CNBB, e
iniciada em 1998, a Campanha tem como objetivo favorecer a vivência do tempo
litúrgico do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional que ofereça
recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil.
Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e
necessitadas.
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sábado, 10 de setembro de 2016
Suicídio: cuidado e prevenção
Desde a década de 90 a Organização Mundial da Saúde trata o
suicídio como um problema de saúde pública. Reduzir as taxas de suicídio é um
desafio coletivo. Refletir sobre o tema é pensar sobre a vida e a morte, as
possibilidades e os limites do agir humano. Trata-se, em última análise, de
deparar-se com a realidade do próprio ser humano, do mundo e de Deus.
O que o suicida procura desesperadamente é uma saída no fim
do túnel, uma fuga rápida e fácil para uma situação de extremo e insuportável
sofrimento. O indivíduo, então, projeta suas fantasias nesta realidade
misteriosa que ele conhece por morte. Ele não quer a morte em si, nem o que ela
significa de fato, mas o que representa para o sujeito: a possibilidade real,
talvez única, de parar de sofrer.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Perplexidades cidadãs - Dom Walmor Oliveira de Azevedo
A política brasileira tem configurado cenários que deixam os
cidadãos perplexos. Palco de muitas
aventuras e disparates, a política, que deveria ser instrumento de construção
do bem comum, é vivida de modo inadequado. E as consequências são evidentes:
inúmeros prejuízos que pesam sobre os ombros do povo. Candidatar-se é fácil, e
talvez nem seja tão difícil obter algum sucesso no processo eleitoral. Exigente
é cultivar a competência para garantir o bem do povo, por meio da execução de
projetos que busquem o desenvolvimento integral. Essa fragilidade no perfil de representantes
eleitos surpreende ao assistirmos muitos deles exercerem a função de juízes sem
a necessária competência e seriedade moral. Faz até lembrar o conhecido
episódio dos conterrâneos religiosos de Jesus que trouxeram uma mulher,
surpreendida em flagrante adultério, para que fosse condenada. Bastou uma
indicação do Mestre - “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” - para
que todos eles, um a um, se afastassem da condição de juiz.
Os vícios terríveis no mundo da política, dos conchavos à
defesa de privilégios e benesses, que injustamente corroem o erário, emolduram
o conjunto das peças que produzem outra perplexidade cidadã: a falta de
credibilidade nos discursos dos representantes do povo. A política parece ser o
lugar da falácia, em vez de ambiência marcada pela transparência e honestidade.
Grande é a perplexidade diante das feridas que vão sendo abertas na democracia,
em razão de operações que ferem legalidades. Faz-se o que se quer, por
interesses partidários e eleitoreiros, e o pior: verifica-se a perversidade
quando se passa por cima de pessoas e histórias, desrespeitando a população.
Vale tudo para se alcançar a vitória partidária. Prevalecem os interesses particulares ou de
pequenos grupos. Em segundo plano, fica o compromisso com o desenvolvimento
integral.
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domingo, 4 de setembro de 2016
Madre Teresa de Calcutá: canonizada no Ano da Misericórdia
Graças a um milagre que foi beneficiado um cidadão
brasileiro que residia em Santos, no Estado de São Paulo, e hoje reside no
Estado do Rio de Janeiro, quis o Papa Francisco inscrever no livro dos santos,
no próximo domingo, dia 04 de setembro, a grande religiosa que foi Madre Teresa
de Calcutá. Ela esteve pessoalmente aqui no Rio de Janerio para fundar sua casa
de missão e onde suas irmãs até hoje dão um belo testemunho de presença junto
aos necessitados. A Madre Teresa, por sua vida, vocação e missão soube acolher
o chamamento de Deus de uma forma muito concreta, saindo dos discursos
eloquentes que tantas vezes têm o poder de comover, mas nada constroem quando
se trata de observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O que
constrói o Reino de Deus é a atitude e o exemplo de quem acolhe na vida o dom
da misericórdia e a traduz nos acontecimentos da vida e da história.
Misericórdia é compaixão e, noutras palavras, é amor
acolhido vivido e partilhado, um amor-misericórdia que a madre fundadora das
Irmãs da Caridade soube acolher de Deus, que a chamou à vida como vocação
primeira e singular e naturalmente à vocação cristã. Assim ela foi aprendendo
com o Mestre da misericórdia, e pelo encontro pessoal com Jesus Cristo percebeu
que não bastava apenas se encontrar, conhecer e amar o Senhor Jesus de forma
isolada, egoísta e individual; era necessário comunicar aos outros este dom
gratuito de um amor também gratuito, um amor que não era amado; era preciso
amar este amor no rosto e na vida dos homens e mulheres sedentos de
misericórdia, de ternura e compaixão, noutras palavras, sedentos de vida em
plenitude.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016
Doutrina Social da Igreja para principiantes - Dom Reginaldo
Membros da Igreja Católica e pessoas que a observam de perto
ou à distância já se acostumaram com suas temáticas sociais. Muitos, no
entanto, desconhecem o que é sua Doutrina Social. Esboço algumas ideias para
principiantes.
A Doutrina Social da Igreja é o conjunto de escritos e
mensagens, cartas, encíclicas, exortações, pronunciamentos e declarações que
compõem o pensamento do magistério católico a respeito da chamada “questão
social”.
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