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quarta-feira, 12 de julho de 2017

A Eucaristia - Doutrina dos doze Apóstolos

Dai graças assim, primeiro sobre o cálice:

“Nós te damos graças, Pai nosso, pela santa videira de Davi, teu servo, que nos deste a conhecer por Jesus, teu servo; a ti a glória pelos séculos”.

Em seguida, sobre o pão partido:

“Nós te damos graças, ó Pai nosso, pela vida e ciência que nos deste a conhecer por Jesus, teu servo; a ti a glória pelos séculos. Do mesmo modo como este pão estava espalhado pelos montes e, colhido, tornou-se uma só coisa, assim, desde os confins da terra, se reúne tua Igreja em teu reino; porque te pertencem a glória e o poder, por Jesus Cristo, nos séculos”. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Pão e Vinho para a Eucaristia

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos sobre o pão e o vinho para a Eucaristia

A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, por determinação do Santo Padre Francisco, dirige-se aos Bispos diocesanos (ou aqueles que pelo direito lhe são equiparados) recordar-lhes que lhes compete providenciar dignamente tudo aquilo que é necessário para a celebração da Ceia do Senhor (cf. Lc 22,8.13). Ao Bispo, primeiro dispensador dos mistérios de Deus, moderador, promotor e garante da vida litúrgica na Igreja que lhe está confiada (cf. CIC can. 835 §1) compete-lhe vigiar a qualidade do pão e do vinho destinado à Eucaristia e, por isso, também, aqueles que o fabricam. A fim de ser uma ajuda, lembramos as normas existentes e sugerem-se algumas indicações práticas.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Comunhão Sacrílega, o que significa?

“Portanto, todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se cada um a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice; pois, quem come e bebe sem distinguir devidamente o corpo, come e bebe sua própria condenação. É por isso que há entre vós muitos enfermos e doentes, e não poucos têm morrido.” (1Cor 11,27-30)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Como era a Eucaristia no começo da Igreja? - Felipe Aquino

Evidentemente os textos mais importante sobre a presença real do corpo e do sangue do Senhor Jesus no pão e no vinho consagrados, são os textos dos Evangelhos (Mt 26,28; Mt 14,24; Jo 6,22-71; Mc 14,22-24; Lc 22,19s; 1Cor 11,23-26). No ano 56 São Paulo deixava claro aos coríntios que quem participasse indignadamente da Eucaristia, se tornaria réu do corpo e do sangue do Senhor. (1Cor 11,23-26) E as graves consequências desse pecado, indicadas pelo Apóstolo, mostram que a Eucaristia não é mero símbolo, mas presença real de Jesus na hóstia consagrada. Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão com o corpo e Cristo? (1Cor 10,16-21)

A Tradição da Igreja confirma esta verdade abundantemente. Da Didaquè (ou Doutrina dos Doze Apóstolos) A Didaquè é como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram-na muitas vezes. Em 1883 foi encontrado um seu manuscrito grego. “Reunidos no dia do Senhor (dominus), parti o pão e daí graças, depois de confessardes vossos pecados, a fim de que vosso sacrifício seja puro. Quem tiver divergência com seu companheiro não deve juntar-se a nós antes de se reconciliar, para que não seja profanado vosso sacrifício, conforme disse o Senhor: “Que em todo lugar e tempo me seja oferecido um sacrifício puro, pois sou um rei poderoso, diz o Senhor, e meu nome é admirável entre as nações.” (Ml 1,11) (n. XIV)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Eucaristia, penhor da ressurreição - Santo Irineu

Se não há salvação para a carne, também o Senhor não nos redimiu com o seu sangue. Sendo assim, nem o cálice da eucaristia é a comunhão do seu sangue nem o pão que partimos é a comunhão do seu corpo. O sangue, efetivamente, procede das veias, da carne, e do que pertence à substância humana. Essa substância, o Verbo de Deus assumiu-a em toda a sua realidade e por ela nos resgatou com o seu sangue, como afirma o Apóstolo: Pelo seu sangue, nós fomos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas (Ef 1,7).

Nós somos seus membros e nos alimentamos das coisas criadas que ele próprio nos dá, fazendo nascer o sol e cair a chuva segundo sua vontade. Por isso, o Senhor declara que o cálice, fruto da criação, é o seu sangue, que fortalece o nosso sangue; e o pão, fruto também da criação, é o seu corpo, que fortalece o nosso corpo.

sábado, 22 de abril de 2017

Eucaristia: O pão do céu e a bebida da salvação

Na noite em que foi entregue, nosso Senhor Jesus Cristo tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei: isto é o meu corpo”. Em seguida, tomando o cálice, deu graças e disse: “Tomai e bebei: isto é o meu sangue” (cf. Mt 26,26-27; 1Cor 11,23-24).

Tendo, portanto, pronunciado e dito sobre o pão: Isto é o meu corpo, quem ousará duvidar? E tendo afirmado e dito: Isto é o meu sangue, quem se atreverá ainda a duvidar e dizer que não é o seu sangue?

quarta-feira, 22 de março de 2017

Eucaristia, o constante multiplicar-se na Igreja do Pão da vida nova - João Paulo II

A instituição da Eucaristia, o sacrifício de Melquisedec e a multiplicação dos pães: é este o sugestivo tríptico que nos é apresentado pela liturgia da Palavra na hodierna solenidade do Corpus Domini.

O Livro do Génesis fala-nos de Melquisedec, "rei de Salém" e "sacerdote do Deus altíssimo", o qual abençoou Abrão e "ofereceu pão e vinho" (Gn 14, 18). A esta passagem faz referência o Salmo 109, que atribui ao Rei-Messias um singular carácter sacerdotal por direta investidura de Deus: "Tu és sacerdote para sempre / segundo a ordem de Melquisedec". Na vigília da sua morte na cruz, Cristo instituiu a Eucaristia. Também Ele ofereceu pão e vinho, que "nas suas mãos santas e veneráveis" (Cânone Romano) se tornaram o seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos em sacrifício. Deste modo, Ele cumpria a profecia da antiga aliança, ligada à oferenda sacrifical de Melquisedec. Precisamente por isso recorda a Carta aos Hebreus "Ele... tornou-Se para todos os que Lhe obedecem fonte de salvação eterna, tendo sido proclamado por Deus Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec" (5,7-10). 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Meus pecados são perdoados na Santa Missa ou preciso ainda confessá-los?

Algumas pessoas afirmam que não se confessam com um sacerdote, pois pedem perdão dos seus pecados durante as missas, no Ato Penitencial. Entretanto, existe a real obrigação de se apresentar diante de um sacerdote em, ao menos, duas ocasiões.

A primeira é que todo católico que atingiu a idade da razão - definida como sendo aos 07 anos de idade - é obrigado a se confessar pelo menos uma vez ao ano. Essa obrigatoriedade atinge a todos, mesmo que a criança ainda não tenha concluído a catequese e feito a primeira comunhão.

A segunda é aquela que se refere ao estar em pecado mortal. O Código de Direito Canônico, em seu cânon 916, afirma que:

Cân. 916 Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

domingo, 9 de outubro de 2016

A Eucaristia vence a incredulidade

O que é mais difícil: operar um prodígio contra a natureza, ou converter um pecador empedernido?

Os dois milagres, realizou-os Santo Antônio de Pádua, em sua curta vida. No entanto, desejosos de novidades e prodígios que satisfaçam o anseio de grandes sensações, os homens dão geralmente mais importância aos milagres que beneficiam o corpo, do que à graça de Deus que salva as almas. Talvez, por isso, não se dê o devido valor ao maior dom que Jesus nos deixou: sua presença real no sacramento da Eucaristia.

Com esta dificuldade se deparou também Santo Antônio, em suas pregações no sul da França, na cidade de Toulouse.

Um dia teve diante de si um pecador dos mais duros, e que não acreditava no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Santo Antônio dava as razões, expunha os argumentos, com tanta virtude e sabedoria, que o homem acabou se calando, sem saber o que dizer. Estava abalado, mas não queria entregar-se:

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Uma vida eucarística e misericordiosa - Dom Adelar

A bela celebração de Corpus Christi, Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, com suas procissões, belos tapetes confeccionados com temas eucarísticos e com campanhas solidárias revela uma espiritualidade eucarística que vai além das portas de nossas igrejas e vai ao encontro das pessoas, que caminha pelo mundo. Instituída por Cristo na sua última e derradeira ceia com os apóstolos, memorial permanente de sua presença real, antecipação ritual do sacrifício único que iria se consumar na sua morte de cruz, a Eucaristia é o centro e ápice de toda a vida cristã (cf. SC 10). “O único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo” (JOÃO PAULO II, A Igreja da Eucaristia, 12). Ela nos ensina um jeito de viver, uma vida eucarística, na comunhão com Cristo, com os irmãos e irmãs da comunidade e promotores da fraternidade e da misericórdia. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O que é o Santíssimo Sacramento?

Nas discussões religiosas, mais do que nas outras, é indispensável entender bem e, por consequência, saber bem claramente o que se fala.

Como vamos falar do Santíssimo Sacramento, para estabelecer claramente a realidade da presença de Nosso Senhor na Eucaristia, comecemos por expor algumas palavras o que ensina a Igreja Católica sobre este grande mistério. Antes de tudo, devemos evitar mal-entendidos. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Culto da Sagrada Eucaristia - Paulo VI

Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. [...] No Mistério Eucarístico é representado de modo admirável o Sacrifício da Cruz, consumado uma vez para sempre no Calvário; e que nele se relembra perenemente a sua eficácia salutar na remissão dos pecados que todos os dias cometemos.

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, "tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, 'isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória'. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: 'Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós"'. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. [...] 

segunda-feira, 28 de março de 2016

O valor do Sangue de Cristo - São João Crisóstomo

Queres conhecer o valor do Sangue de Cristo?

Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, diz Moisés, um cordeiro de um ano e assinalai as portas com o seu sangue. Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem racional? Certamente, responde ele, não porque é sangue, mas porque prefigura o Sangue do Senhor. Se hoje o inimigo, em vez do sangue simbólico aspergido nos umbrais, vir resplandecer nos lábios dos fiéis, portas dos templos de Cristo, o sangue da nova realidade, fugirá ainda para mais longe. 

domingo, 17 de janeiro de 2016

A Eucaristia vence a incredulidade

O que é mais difícil: operar um prodígio contra a natureza, ou converter um pecador empedernido? Os dois milagres, realizou-os Santo Antônio de Pádua, em sua curta vida. No entanto, desejosos de novidades e prodígios que satisfaçam o anseio de grandes sensações, os homens dão geralmente mais importância aos milagres que beneficiam o corpo, do que à graça de Deus que salva as almas. Talvez, por isso, não se dê o devido valor ao maior dom que Jesus nos deixou: sua presença real no sacramento da Eucaristia. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Como era a Eucaristia no começo da Igreja?

Evidentemente os textos mais importante sobre a presença real do corpo e do sangue do Senhor Jesus no pão e no vinho consagrados, são os textos dos Evangelhos (Mt 26,28; Mt 14, 24; Jo 6,22-71; Mc 14,22-24; Lc 22,19s; 1 Cor 11,23-26). No ano 56 São Paulo deixava claro aos coríntios que quem participasse indignadamente da Eucaristia, se tornaria réu do corpo e do sangue do Senhor. (1 Cor 11, 23-26) E as graves consequências desse pecado, indicadas pelo Apóstolo, mostram que a Eucaristia não é mero símbolo, mas presença real de Jesus na hóstia consagrada. Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão com o corpo e Cristo? (1Cor 10,16-21) 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Papa sobre a Eucaristia: "O céu começa com esta comunhão com Jesus"

“O pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”. O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida foi o tema da alocução do Papa Francisco, que precede a oração do Angelus, neste XX Domingo do Tempo Comum.

O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida, “que é também o Sacramento da Eucaristia” – proposto pelo Evangelho de João – oferece ao Pontífice a ocasião para refletir sobre as palavras de Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. Palavras que provocaram estupor em quem o ouvia, “o que era compreensível”. Jesus – explica o Papa - “usa o estilo típico dos profetas para provocar nas pessoas – e também em nós – questionamentos e, no final, provocar uma decisão”: 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sacramento da Eucaristia - Catequese Papa Francisco

A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Batismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho.

O que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja, o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Comunhão mal feita agrada muito ao demônio

Mestre: O demônio, para qual a Comunhão mal feita (quando a pessoa que recebe está em pecado mortal) é sumamente agradável… Inventa mil artimanhas para induzir suas vítimas a esse passo fatal.

Discípulo: Também o demônio mete-se nisso?

M – Claro que sim! E de mil maneiras! Sobretudo, mete-se por três razões: 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Comungar indignamente é sepultar a alma

Veja como é importante a Parábola da Veste Nupcial, e descubra como é horrível receber a Sagrada Eucaristia indignamente:

Discípulo: Padre, tenha a bondade de explicar-me a parábola dos convidados às núpcias, e o que sucedeu ao que não tinha a veste nupcial.

Mestre: Com muito gosto. Preste, pois atenção. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Profanar a Eucaristia é negar o Cristo Jesus

O devido respeito para com a Sagrada Eucaristia.

Apesar de toda catequese da Igreja sobre a Eucaristia, ainda hoje Jesus é muito desrespeitado e profanado na Hóstia Santa.

Os Sacramentos que Cristo deixou na Igreja transmitem a graça da salvação que Ele conquistou pela sua morte e ressurreição; mas a sagrada Eucaristia vai mais além, porque é o centro da fé católica; é o maior de todos os Sacramentos porque nele Cristo está vivo, em corpo, sangue, alma e divindade.